Esta tarde, o padre Emanuel Valadão Vaz manifestou a sua alegria pela ordenação do novo presbítero

O reitor do Seminário Episcopal de Angra, padre Emanuel Valadão Vaz, afirmou este domingo que a instituição diocesana está a viver uma nova etapa da sua história e não o seu encerramento, sublinhando que os candidatos ao sacerdócio beneficiam atualmente de um acompanhamento mais alargado e enriquecido por duas equipas formadoras.
Momentos antes da ordenação sacerdotal de Fábio Silveira, o responsável manifestou a sua alegria pela ordenação do novo presbítero, que completou toda a sua formação no seminário diocesano.
“É uma alegria. Fez um itinerário vocacional, académico, espiritual e pastoral formado no nosso seminário. Damos graças a Deus”, afirmou.
O padre Emanuel Valadão Vaz destacou, contudo, que o mais importante não é a circunstância de Fábio Silveira ser o último sacerdote a concluir integralmente a sua formação académica em Angra, mas o facto de todos os candidatos continuarem a ser acompanhados e formados pela instituição.
“O foco principal é percebermos que todos os que se candidatam estão a ser acompanhados e formados pelo seminário. Diante do chamamento de Deus, quando os jovens se apresentam, são acompanhados e isso é o fundamental”, sustentou.
O reitor recordou que a decisão de transferir a formação académica dos seminaristas para o Porto resultou de um longo processo de discernimento realizado pela Diocese de Angra.
“A situação do seminário foi decidida num caminho longo, sinodal, de todos, para percebermos que neste tempo era preciso dar um novo passo”, explicou.
“O seminário continua como instituição. Será sempre a casa que acompanha, ajuda a discernir, cuida, acompanha e forma”, afirmou.
Segundo o sacerdote, esta opção deve ser entendida como uma oportunidade de renovação e não como um sinal de enfraquecimento da instituição.
O responsável considera que os resultados dos primeiros anos desta nova realidade são positivos. Apesar das dificuldades naturais de adaptação inicial, tanto para os seminaristas como para as equipas formadoras, a experiência está a revelar-se enriquecedora.
“Como qualquer coisa que começa de novo, o primeiro impacto foi de adaptação da parte académica, da equipa formadora e do próprio seminário, que precisou de alguma atenção”, reconheceu.
Passados dois anos, o balanço é considerado encorajador.
“A aposta está a ser boa. Os seminaristas já fizeram este primeiro percurso, estão mais adaptados e reconhecem a riqueza de estarem lá”, afirmou.
Uma das mais-valias apontadas pelo reitor é precisamente o modelo de acompanhamento atualmente existente, que permite aos futuros sacerdotes beneficiarem simultaneamente da formação proporcionada pela Diocese de Angra e pela equipa do seminário onde prosseguem os estudos.
“Estão mais ricos porque são acompanhados por duas equipas formadoras. É uma experiência muito rica”, sublinhou.
O padre Emanuel Valadão Vaz recordou ainda que os seminaristas regressarão aos Açores na fase final da formação, daqui a ano e meio, para realizarem os dois últimos anos dedicados à pastoral e ao estágio, reforçando a ligação à realidade concreta da Igreja açoriana antes da ordenação.
As declarações foram proferidas antes da celebração em que Fábio Silveira, de 37 anos, natural da ilha do Pico, foi ordenado sacerdote pelo bispo de Angra, encerrando um percurso formativo de oito anos no Seminário Episcopal de Angra.
