No primeiro Domingo do Advento somos convidados a uma “espera vigilante”

O Advento é um tempo de espera vigilante em que cada um é convidado a ser `porteiro vigilante ´ desejando a vinda do salvador, afirma o Cónego Ricardo Henriques no comentário bíblico que deixou esta semana no sítio Igreja Açores.

“Este é um tempo em que todos devemos ser porteiros vigilantes a cuidar da casa pessoal e da casa comum, a comunidade que construímos. Vigiar é não esquecer toda a caminhada cristã, rumo a Cristo Salvador” afirma o sacerdote que é responsável pelo Serviço Diocesano da Pastoral das Comunicações Sociais.

“Vigiar significa sempre viver centrado num mundo de vida e de paz; cumprir os compromissos assumidos no batismo, ser um sinal vivo do amor e da bondade de Deus neste mundo tantas vezes materialista; vigiar significa prosseguir a missão recebida, dar testemunho em casa e na rua”, esclarece ainda o sacerdote, que desafia os cristãos à vigilância paciente, que seja marcada “por um sentido”.

“ Vamos vigiar esta casa interior, estar atentos; estar vigilantes para a chegada de alguém que rasga o próprio tempo”, acrescentou.

Trata-se, assim de “uma oportunidade para fazer acontecer Deus em cada um de nós; um tempo de conversão , de regresso ao Senhor, não pela penitência mas pela alegria”.

Por vezes “é preciso que paremos para nos interrogarmos: andamos longe de Deus, como é que o Senhor está na minha vida concreta? Este é um tempo carregado de esperança e o grande desafio é saber se estamos disponíveis para O acolher e acarretarmos com tudo o que esse acolhimento implica”, conclui.

Desde o século IV que os cristãos celebram este tempo de desejo de Deus e de preparação para a sua vinda centrado em três eixos: o Cristo que veio na humildade e fragilidade de uma criança; o Cristo que virá no fim dos tempos e o Cristo que se faz presente na celebração da Eucaristia, como refere o Padre Jorge Ferreira, em declarações ao programa de Rádio Igreja Açores, que vai para o ar este domingo na Antena 1 Açores e no Rádio Clube de Angra, a partir do meio dia.

As três figuras centrais deste tempo são Isaías, que nos interpela à vigilância; João Batista que nos anuncia que está para breve a Sua chegada e Maria, que dá a luz o Deus-Menino, filho de Deus.