Livro vai ser apresentado este sábado, na Feira do Livro de Lisboa.

A Paulinas Editora apresenta, em Lisboa, o livro-entrevista de Paulo Rocha ao padre António Rego “A Ilha e o Verbo” quando se assinalam 50 anos de ordenação do sacerdote. O livro é apresentado por Mário Mesquita

 

O volume reúne uma entrevista conduzida por Paulo Rocha, um caderno fotográfico do padre António Rego e artigos do sacerdote e jornalista sobre temas de referência no seu itinerário pastoral e profissional.

 

Na entrevista, o livro informa sobre as raízes açorianos de quem se confessa “incuravelmente um ilhéu”, o percurso rumo à ordenação sacerdotal de quem esteve para ser “padre americano”, a experiência dos anos do Concílio Vaticano II e o longo trabalho na comunicação social.

 

O sacerdote, que ao longo destes 50 anos respondeu muitas vezes à pergunta “se é padre ou jornalista”, afirma que “carteira profissional de jornalista não macula, antes pelo contrário, a missão canónica de padre”.

 

“Creio que as pessoas desconfiavam da possibilidade de um padre ser jornalista e, do mesmo modo, da possibilidade de um jornalista ser padre. Desconfiavam das duas hipóteses, não considerando a missão única que pode comportar as duas atividades”, afirma o padre António Rego no livro agora publicado.

 

O livro recorda o trabalho que o sacerdote açoriano realizou na Rádio Renascença, entre 1968 e 1974; a “criatividade” da segunda década de 70 e ao longo dos anos 80, com os programas na Antena 1, o 70×7 na RTP, e a coluna de opinião “Palavra entre Palavras” no Diário de Notícias.

 

A entrevista aborda também o envolvimento do padre António Rego, a partir de 1992, na TVI, um projeto sobre o qual “tinha dúvidas”, mas que não se achou no “direito de recusar” quando foi convidado para diretor de informação.

 

O trabalho no Secretariado Nacional das Comunicações Sociais e a dinamização de projetos da Igreja Católica em Portugal nos media, nomeadamente a Agência Ecclesia e os programas Ecclesia na RTP e na Antena 1, estão entre os temas tratados ao longo da entrevista.

 

D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa, assina o prefácio deste livro, onde evoca a “expressiva galeria” dos programas que o padre António Rego criou e os textos que escreveu onde perduram “a mesma alma e idêntica expressão” e que consistem na “vontade de ‘comunicar’, de partilhar realmente “o que lhe vai na alma, ou acolhe da alma dos outros”.

 

“Por isso tem aquela maneira açoriana de ser português, homem do mar em qualquer praia a que chegue; por isso tem aquele jeito de comunicar sempre, usando os meios mais sofisticados do modo mais natural”, escreve D. Manuel Clemente.

 

O livro “A Ilha e o Verbo – Dos Vulcões da Atlântida à Galáxia Digital” vai ser apresentado também nas celebrações que evocam os 50 anos de sacerdócio do padre António Rego: dia 15 de junho em Lisboa e dia 12 de julho, na ilha de São Miguel, Açores.