O padre Edmundo Pacheco e a Irmã Maria Amélia Costa, CONFHIC recebem a medalha de mérito cívico no próximo dia 25 de maio

A Assembleia Legislativa dos Açores (ALRAA) aprovou, em sessão plenária realizada a 16 de abril, a atribuição das Insígnias Honoríficas Açorianas a 25 personalidades e entidades que se distinguiram pelo seu contributo para a Região Autónoma dos Açores. Entre os homenageados deste ano destacam-se duas figuras ligadas à Igreja e à ação pastoral e social: o Padre Edmundo Manuel Pacheco, distinguido a título póstumo, e a Irmã Maria Amélia Costa, religiosa açoriana (Faialense) da Congregação das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.
Ambos receberão a Insígnia Autonómica de Mérito Cívico, no âmbito das celebrações do Dia da Região Autónoma dos Açores, que este ano decorrerão a 25 de maio, no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada.
A Irmã Maria Amélia Costa, religiosa açoriana da Congregação das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, cuja vida continua marcada pela dedicação aos jovens, à evangelização e ao acompanhamento espiritual, está atualmente em Fátima, one mantém viva a sua atividade, colaborando entre outros, no Centro de Escuta.
Natural do Faial, a religiosa recorda frequentemente a forte ligação ao mar e à vivência açoriana, elementos que marcaram profundamente a sua vocação. Tinha apenas 12 anos quando viveu o drama do vulcão dos Capelinhos, experiência que a marcou para sempre. Ingressou na vida religiosa após o contacto com a espiritualidade franciscana e, ao longo de mais de cinco décadas, desenvolveu um vasto trabalho pastoral, sobretudo junto da juventude.
A Irmã Maria Amélia Costa destacou-se também pela música e pela evangelização através dos chamados “Concertos Orantes”, integrando o projeto “Mendigo de Deus”. Autora de vários álbuns e de temas conhecidos entre os jovens católicos, como “Voa a grande altitude”, continua a ser uma presença inspiradora na Igreja portuguesa.

Natural da freguesia da Conceição, Ribeira Grande, onde nasceu a 28 de outubro de 1925, o Padre Edmundo Manuel Pacheco foi ordenado sacerdote a 13 de junho de 1948, na Sé de Angra do Heroísmo. Ao longo de mais de cinco décadas de ministério, desempenhou várias funções eclesiásticas, entre elas Vigário Cooperador da Conceição e da Matriz da Ribeira Grande, Capelão do Hospital de São Miguel e do Centro de Saúde da Ribeira Grande, além de secretário pessoal do então Bispo Auxiliar de Lisboa, D. José Pedro da Silva.
Reconhecido pela sua proximidade às pessoas, cultura e dedicação à comunidade, destacou-se também como professor, jornalista e dinamizador cívico. Foi sócio fundador do Lions Clube da Ribeira Grande e diretor espiritual das Equipas de Nossa Senhora. Faleceu a 8 de novembro de 2015, aos 89 anos, deixando uma marca profunda na comunidade micaelense.
As Insígnias Honoríficas Açorianas distinguem personalidades e instituições pelo seu relevante contributo para a sociedade açoriana, assinalando o espírito de açorianidade e autonomia celebrado anualmente no Dia da Região.
Do total de agraciados, seis serão distinguidos com a Insígnia Autonómica de Reconhecimento, nomeadamente, Daniel da Ponte, Emanuel Jorge Botelho, Jorge Eduardo de Abreu Pamplona Forjaz, Luís Manuel Arruda, Paulo Henrique Campos Matos e Ronald Dan Kouchi, Com a Insígnia Autonómica de Mérito Profissional serão distinguidos Duarte Manuel Ávila Severino Soares e Maria Teresa Silveira Dias Flor-de-Lima. A Insígnia Autonómica de Mérito Industrial, Comercial e Agrícola será atribuída a Jorge Alberto Serpa da Costa Rita, José Guilherme Jorge da Costa e Primitivo Marques. Já a Insígnia Autonómica de Mérito Cívico será atribuída à Associação de Pais e Amigos das Crianças Deficientes do Arquipélago dos Açores (APACDAA), à Associação dos Emigrantes Açorianos (AEA), à Associação dos Imigrantes dos PALOP nos Açores (AIPA), ao Clube Naval de Ponta Delgada, à CRESAÇOR – Cooperativa de Economia Solidária, CRL, a João Manuel Aranda e Silva, ao Lar das Criancinhas da Horta, a Régis Albino Marques Gomes, à Sociedade União Urzelinense, ao Teatro Micaelense – Centro Cultural e de Congressos, SA, à UMAR Açores – Associação para a Igualdade e Direitos das Mulheres e ao Vitória Futebol Clube.