Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida publicou mensagem para data que se assinala a 31 de maio, lembrando São Francisco de Assis

A Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF) publicou esta segunda-feira uma mensagem para o Dia dos Irmãos, que se assinala no dia 31 de maio, convidando a redescobrir a fraternidade no contexto familiar como caminho para a paz.
“A fraternidade terá de ser o caminho a percorrer. Só assim a paz vai surgindo nos diversos âmbitos da vida. Ninguém ignora a sua ausência em variadíssimos lugares. A família, no contexto da modernidade, deveria ser o primeiro lugar onde a paz resplandecesse, mas que, infelizmente, não está a acontecer”, pode ler-se no texto citado pela Agência Ecclesia e enviado aos órgãos de comunicação social.
Este ano, o organismo da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) associa o documento à celebração do VIII centenário da morte de S. Francisco de Assis, que se assinala em 2026 com um ano jubilar, recordando uma carta do Papa Leão XIV a toda a comunidade franciscana.
“Em muitos lares respira-se a divisão, a discórdia, as desavenças, as separações, a violência física e moral, os confrontos verbais e não só…. Daí a importância e a urgência de fazer com que a fraternidade volte à família. S. Francisco foi o verdadeiro protagonista da fraternidade universal”, salientou.
A CELF exorta a um esforço conjunto para que a paz reine em todas as famílias, realçando que “só partir daqui os laços de fraternidade entre todos os povos acontecerão sem necessidade de recurso a processos bélicos ou violentos”.
“A fraternidade familiar é consanguínea, ou seja, o mesmo sangue circula nas veias de todos. Mas não é suficiente. Ela é o nó górdio – a solução prática e rápida – para que a paz não seja mera utopia”, escreveu.
Os responsáveis católicos indicam que a paz “parece um nó difícil de desatar” e que “a fraternidade, que não é mera consanguinidade, é a espada que desata e faz resplandecer a harmonia e a alegria de viver juntos”.
A CELF enumera depois um conjunto de opções, entre as muitas existentes e necessárias, para que a data que se assinala no dia 31 de maio acrescente algo mais à consanguinidade.
“Precisamos de, com coragem e serenidade, rever as relações entre os irmãos. Não se contentar em estar juntos, muitas vezes sem sequer se falar”, propõe o organismo.
A mensagem, intitulada ‘Dia dos Irmãos, fraternidade em exercício’, incentiva também a “alterar comportamentos sem vergonha de reconhecer o errado” nas próprias “palavras e atitudes” e destaca que a “misericórdia, como expressão do perdão e da reconciliação, tem de ser usada com frequência para não acumular impressões negativas”.
“Nunca se pode ter medo do diferente. Nascemos dos mesmos pais e tivemos a mesma educação. Só que todos são originais e diferentes e nem sempre os temperamentos e feitios coincidem. Cada um necessita de ser amado ao seu jeito e não segundo o modo idealizado por mim”, assinala, por último.
Para o organismo da CEP, o Dia do Irmãos deve ser a “redescoberta da fraternidade que não está somente na consanguinidade, mas no dom efetivo e afetivo”.
“Não uma vez, mas quotidianamente. Trata-se de rever as relações, reconhecer os erros, usar a misericórdia e o perdão, aceitar e reconhecer o diferente”, acrescenta.
“Para que o dom da paz aconteça, em primeiro lugar nas famílias percorremos o caminho do amor que não tem fórmulas nem se contenta com manuais. É uma arte a aprender todos os dias”, conclui.
O ‘Dia dos irmãos’ é uma iniciativa da Confederação das Famílias Numerosas e celebra-se a encerrar no mês da família.
(Com Ecclesia)