Entre os dias 19 e 21 de maio, o Salão da Cáritas da Ilha Terceira, na ouvidoria de Angra, acolheu a formação “Não me esqueci de ti”, promovida pelo Movimento Comunidades Vivas, em parceria com a Cáritas da Ilha Terceira

A iniciativa ” Não me esqueci de ti” integrou o plano de capacitação do Movimento Comunidades Vivas, projeto lançado oficialmente a 3 de março, na Ilha Terceira, com o objetivo de mobilizar as comunidades locais para uma resposta mais próxima, articulada e eficaz no combate e erradicação da pobreza.
A formação teve como foco o desenvolvimento de competências de relação de ajuda, escuta ativa, empatia e intervenção comunitária de proximidade, enquadrando-se na preparação e capacitação de voluntários e agentes sociais para responder a situações de vulnerabilidade e emergência social nas comunidades, informa uma nota enviada ao Sítio Igreja Açores pela equipa que coordena este Movimento.
Orientada pelo padre Marco Gomes, assistente da Cáritas, a ação reuniu voluntários do Movimento Comunidades Vivas, agentes sociais e membros da comunidade interessados na intervenção comunitária e social, proporcionando momentos de reflexão, aprendizagem e partilha de experiências.
O encontro reforçou os princípios que estão na base do Movimento Comunidades Vivas, nascido após nove meses de trabalho em formato de laboratório social, marcado pela escuta ativa, diagnóstico participado e identificação de necessidades e recursos em várias comunidades da ilha, nomeadamente São Mateus, Santa Bárbara, Vila Nova e a cidade de Angra do Heroísmo.
Ao longo deste processo, foi possível confirmar a existência não apenas de pobreza visível, mas também de situações de pobreza silenciosa e envergonhada, exigindo respostas mais humanas, próximas e relacionais. O movimento parte precisamente da convicção de que o combate à pobreza deve nascer da própria comunidade, da sua capacidade de escutar, identificar necessidades e agir de forma responsável e organizada.
Sob o lema “Ajuda-me a ajudar”, o Movimento Comunidades Vivas assume-se como um projeto dinâmico e em permanente construção, aberto à participação de novas comunidades e parceiros, procurando criar um modelo sustentável e replicável noutras realidades.
O modelo do Movimento Comunidades Vivas assenta em três eixos fundamentais: a criação e fortalecimento de comunidade, a capacitação e acompanhamento dos agentes locais e a articulação e comunicação entre respostas sociais e voluntariado.
A formação “Não me esqueci de ti” representou, assim, mais um passo concreto neste caminho de fortalecimento comunitário, promovendo competências essenciais para uma intervenção mais humana e próxima junto de pessoas em situação de vulnerabilidade, refere a organização numa nota enviada ao Sítio Igreja Açores.
Para além da componente formativa, o encontro constituiu também um importante “momento simbólico de proximidade e fortalecimento do espírito comunitário” entre os participantes, reafirmando o compromisso coletivo com uma cultura de cuidado, presença e solidariedade, destaca ainda a nota.
Quanto vale uma vida transformada? O compromisso da comunidade