Diretor da Comissão Diocesana de Acólitos faz balanço desta edição

A X Peregrinação Diocesana de Acólitos reuniu cerca de 90 participantes na ilha de Santa Maria, num encontro marcado pela oração, formação, convívio e fortalecimento dos laços de amizade entre os jovens que servem algumas das comunidades da diocese, nomeadamente nas ilhas de São Miguel, Santa Maria e Faial.
No balanço da iniciativa, o diretor da Comissão Diocesana de Acólitos, padre Marco Sérgio Tavares, destacou o significado de conseguir levar por diante um projeto desta dimensão numa ilha pequena como Santa Maria.
“Levar avante um projeto desta natureza é sempre um desafio maior nas ilhas mais pequenas. Reunir cerca de 90 pessoas obriga a uma logística considerável, sobretudo em paróquias de menor dimensão como as de Santa Maria. Isso só foi possível graças ao empenho de muitas pessoas, desde logo os padres e os leigos, que a eles deram as mãos”, afirmou.
“Sem este trabalho conjunto não teria sido possível realizar este encontro. A todos deixamos uma palavra de profunda gratidão”, enfatizou.
O responsável sublinhou que a peregrinação é já um projeto consolidado na pastoral diocesana, contando com participantes que acompanham a iniciativa desde a primeira edição.
“É um caminho que se vai consolidando ao longo dos anos. Há acólitos que participam desde a primeira hora e isso mostra a importância destes encontros na sua caminhada cristã.”
Ao longo dos vários dias de peregrinação, os participantes viveram momentos de oração, celebração, formação e convívio, aprofundando o sentido do serviço que prestam nas suas comunidades.
“O acólito não é apenas aquele que ajuda à Missa. É alguém que se deixa transformar por Jesus. Por isso, o lema deste ano – ‘Acólitos com Graça’ – não podia ser mais feliz. Não fala de acólitos perfeitos, que sabem tudo ou fazem tudo bem. Fala de acólitos disponíveis para acolher a graça de Deus e deixar que Ele opere nas suas vidas. A graça é sempre um dom: não se compra, não se merece, recebe-se gratuitamente porque Deus a oferece a todos”, referiu em declarações ao sítio Igreja Açores.
Este ano foi também introduzida, pela primeira vez, uma pequena inscrição para os participantes, destinada apenas a ajudar a suportar parte das despesas assumidas pela ouvidoria anfitriã.
“O valor foi meramente simbólico e procurou apenas aliviar alguns dos encargos a quem nos acolheu.”

Peregrinação regressa a São Miguel
O diretor da Comissão Diocesana anunciou igualmente que a próxima edição regressará à ilha de São Miguel, decorrendo no Nordeste, mais concretamente na Unidade Pastoral de Santana, Achada e Achadinha, comunidades que este ano participaram pela primeira vez na peregrinação diocesana.
A decisão foi tomada em articulação com a nova Comissão Diocesana de Acólitos, que será nomeada por D. Armando Esteves Domingues, e com os párocos envolvidos.
Embora não se saiba ainda qual será o tema- “há muitas possibilidades”- o encontro inserir-se-á nas linhas do Projeto Pastoral Diocesano, que prepara a Diocese para a celebração dos 500 anos da sua criação, coincidindo ainda com as comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores, temas que continuarão a marcar a vida pastoral nos próximos anos.
Para o padre Marco Sérgio Tavares, estes encontros são fundamentais para fortalecer a identidade e a missão dos acólitos.
“São dias em que rezamos juntos, fazemos amizades, crescemos na fé e percebemos que pertencemos a uma Igreja maior do que a nossa paróquia. Essa experiência é decisiva para muitos jovens.”
Nesse sentido, a Comissão Diocesana pretende também criar, já no próximo ano pastoral, um Dia Diocesano do Acólito em São Miguel.
“Temos muitas paróquias e várias ouvidorias na ilha. Faz todo o sentido criar um encontro anual que permita reunir regularmente os acólitos de São Miguel, fortalecendo a formação, a comunhão e o sentido de pertença à Diocese. Queremos que este seja mais um espaço de crescimento humano, espiritual e eclesial para aqueles que servem o altar e as suas comunidades.”
(Com padre João Ponte)