X Peregrinação terminou hoje em Santa Maria, com apelo à esperança e ao compromiso dos jovens

A X Peregrinação Diocesana de Acólitos chegou ao fim na tarde desta quinta-feira, na ilha de Santa Maria, com a celebração da Eucaristia na capela de Nossa Senhora do Ar, em Vila do Porto, encerrando vários dias marcados pela oração, formação, convívio e partilha entre os participantes de diversas ouvidorias da Diocese de Angra, das ilhas de São Miguel, Faial e Santa Maria.
O ouvidor da ilha do sol, padre Carlos Espírito Santo, fez um balanço muito positivo do encontro- intitulado Acólitos com Graça, o mesmo tema da peregrinação nacional que se realizou no Santuário de Fátima no passado dia 1 de maio-, sublinhando que a peregrinação permitiu fortalecer os laços entre os jovens que servem ao altar.
“Nesta união e partilha, todos crescemos em graça. Vamos mais unidos e iluminados para servir Jesus no altar”, afirmou, aproveitando também para agradecer, uma vez mais, a todos os que contribuíram para o sucesso da iniciativa, desde a equipa organizadora às entidades e pessoas que apoiaram localmente a realização da peregrinação, que contou com a participação de cerca de 90 pessoas.
Entre os participantes, o sentimento era de gratidão e renovação da missão. Tiago Martins, um dos acólitos mais experientes presentes no encontro, da ouvidoria da Lagoa, destacou o valor do reencontro e da comunhão vivida ao longo destes dias.
“Foi uma oportunidade para reviver e reencontrar amizades e perceber que não estamos sozinhos neste serviço ao altar. Foram momentos de partilha, entusiasmo, oração e adoração que integram a nossa missão, reforçando a amizade com Jesus e com aqueles que estão à nossa volta”, referiu.
Também para Pedro Gomes, da paróquia do salão, ouvidoria do Faial, esta foi uma experiência marcante.
“Foi uma experiência muito diferente, mas que nos deixa felizes e alegres. Foi uma experiência muito nova de partilha, para além dos conhecimentos de ordem prática, que são fundamentais para este serviço”, afirmou.
Lumena Raposo, da Ouvidoria do Nordeste, fez igualmente um balanço muito positivo da peregrinação, manifestando esperança no futuro do serviço dos acólitos na Diocese.
“A esperança está nestes jovens que fizeram este compromisso. Que isto não morra, que esta chama não se apague e continue a ganhar força”, afirmou.
A responsável destacou ainda a qualidade da organização, que conseguiu equilibrar os diferentes momentos da peregrinação.
“Foi muito importante a forma como tudo foi organizado. Houve tempo para conhecer a ilha, para se distraírem, para darem uns bons mergulhos e também tempo para rezar e pensar, sem atropelos e sem forçar ninguém”, disse, deixando uma palavra de profundo reconhecimento à comunidade mariense.
“Foi uma receção excecional e estamos eternamente agradecidos”, acrescentou.
No encerramento da peregrinação, ficou também um olhar de confiança sobre o futuro da Igreja nos Açores.
“Que a Igreja nos Açores ganhe novo fôlego. Tenho muita esperança nesta gente. Precisamos de os apoiar e de lhes dar espaço”, concluiu Lumena Raposo.
A X Peregrinação Diocesana de Acólitos despede-se, assim, de Santa Maria deixando o desafio de continuar a cultivar o espírito de serviço, amizade e fé que marcou estes dias de encontro, reforçando o compromisso dos jovens acólitos com a missão de servir Cristo no altar e nas suas comunidades. Para o ano, a XI peregrinação de acólitos realiza-se em São Miguel, na ouvidoria do Nordeste, nas vésperas da realização da II Aldeia da Esperança que decorrerá na ouvidoria vizinha, Povoação, também no mês de julho.
A paróquia de Santa Cruz da Lagoa, na ilha de São Miguel , que desde a primeira hora aderiu a esta iniciativa participando sempre com um grupo significativo de acólitos não deixou de lembrar que esta peregrinação, uma vez mais, reconhece “que o serviço litúrgico é um dom recebido de Deus, vivido com alegria, humildade e dedicação, fortalecendo a amizade entre os acólitos e o sentido de pertença á Diocese” refere a página online.
Os acólitos foram acompanhados, na sua maioria pelos párocos.
(Com Padre João Ponte)




