Coroação marca o encerramento das Sanjoaninas 2026 em Angra do Heroísmo

Sanjoaninas decorrem de 19 a 28 de junho

Foto: Cartaz das Sanjoaninas

A tradicional Coroação encerra a edição de 2026 das Sanjoaninas, uma das mais emblemáticas festividades dos Açores, que este ano decorrem sob o tema “Angra e a Açorianidade”, de 19 a 28 de junho na cidade Património. O momento solene alia a devoção ao Divino Espírito Santo às celebrações em honra de São João Baptista, padroeiro da cidade de Angra do Heroísmo.

A jornada começa às 10h15, com a partida da coroação do Pátio da Alfândega, seguindo pela Rua Direita, Praça Velha e Rua da Sé em direção à Igreja da Sé, onde será celebrada a missa dominical com coroação, pelas 11h00.

Após a cerimónia religiosa, o cortejo, que integra a maioria dos impérios da ilha Terceira, prossegue rumo ao Império de São Bento, percorrendo a Rua da Sé, Praça Velha, Rua do Galo, Rua da Guarita e o Largo de São Bento, numa manifestação de fé e tradição profundamente enraizada na identidade terceirense.

O dia de abertura das festas, a 19 de junho, reserva ainda um vasto programa cultural. Pelas 21h45, realiza-se o desfile de filarmónicas, com a participação da Filarmónica de Instrução e Recreio dos Artistas, da Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral e da Banda do Senhor Santo Cristo de Toronto, num percurso entre o Alto das Covas e a Praça Velha.

Às 22h00, tem lugar o aguardado Desfile de Abertura, um dos momentos mais emblemáticos das Sanjoaninas, que reúne centenas de participantes e milhares de espectadores nas ruas do centro histórico de Angra do Heroísmo.s

Após o desfile, a Rainha das Sanjoaninas dirige uma mensagem ao público nos Paços do Concelho, seguindo-se o concerto comemorativo dos 50 anos da Autonomia dos Açores, intitulado “Sons da Autonomia dos Açores”, pela Orquestra de Sopros da Ilha Terceira, no Palco Continente, na Praça Velha.

As Sanjoaninas celebram também a figura de São João Baptista, um dos santos mais populares da tradição cristã. Para além da sua festa litúrgica a 24 de junho, a Igreja recorda igualmente o seu martírio a 29 de agosto, uma distinção partilhada apenas com a Virgem Maria. Esta singularidade evidencia a relevância do precursor de Jesus na religiosidade popular, especialmente nos Açores, onde as festividades em sua honra mobilizam milhares de pessoas, com particular destaque na ilha Terceira e em São Miguel, em Vila Franca do Campo.

 

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