Jornadas Pastorais 2015 decorrem em Fátima

As Jornadas Pastorais do Episcopado Português começam hoje como um “tempo de estudo e formação comum” dos bispos este ano dedicados ao tema da Vida Consagrada, na Casa de Nossa Senhora das Dores, em Fátima.

“Este ano a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) propôs o tema do Ano da Vida Consagrada para reflexão e foram convidados todos os superiores e superioras maiores de institutos de vida consagrada para com os bispos refletirem sobre esta forma de existência e de estar na Igreja”, explicou o secretário da CEP.

À Agência ECCLESIA, o padre Manuel Barbosa destaca que as jornadas têm como orador principal o secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

O arcebispo José Rodriguez Carballo vai apresentar três conferências com um tempo dedicado ao diálogo e reflexão comum sobre as questões da Vida Consagrada: “As apreensões; as dificuldades, as alegrias”.

“Vai fazer uma intervenção mais sobre a realidade na Europa, com todos os elementos que se podem discernir e depois uma intervenção muito específica sobre a inserção dos consagrados nas igrejas locais”, clarifica o secretário da CEP, que adianta que o convidado vai também refletir sobre um documento que está a ser “elaborado” pela Santa Sé sobre este tema.

Do programa das jornadas dos bispos portugueses, que terminam esta quarta-feira, destacam-se ainda painéis e mesas-redondas sobre a “teologia da vida consagrada”; sobre a história da vida consagrada em Portugal, sobretudo “a mais recente”, qual a realidade e “importância para a identidade cultural do país”.

O padre Manuel Barbosa assinala também duas apresentações sobre “horizontes específicos de vida consagrada” como a “vida contemplativa” e “situações de periferia, de fronteira” onde foram convidados institutos que abordassem o “sentido mais prático” dessas presenças.

Os bispos portugueses e os superiores e superioras maiores dos Institutos Religiosos e Seculares vão também conhecer a realidade da vida consagrada na comunicação social, acrescenta o sacerdote, acrescentando que podiam ter escolhido outra realidade específica como “a saúde; o ensino, a cultura”.

“Há um conjunto de reflexões que não são teóricas mas de reflexão teológica pastoral e alguns testemunhos muito práticos de vida consagrada nas nossas igrejas”, observa.

 

O Ano da Vida Consagrada foi convocado pelo Papa no contexto dos 50 anos do Concílio Vaticano II e, em particular, dos 50 anos da publicação do decreto conciliar sobre a renovação da vida consagrada.

Subordinado ao lema “Vida Consagrada na Igreja Hoje: Evangelho, Profecia e Esperança”, o evento pretende até 2 de fevereiro de 2016 ajudar institutos religiosos e seculares a concretizarem três grandes objetivos: “Fazer memória agradecida do passado”, “abraçar o futuro com esperança” e “viver o presente com paixão.”

O secretário da CEP, religioso dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), destaca que a vida consagrada “não está a mais nem a menos” na Igreja, nas dioceses, mas tem uma presença “específica do seu próprio carisma” e não por “ausência de clero ou outros agentes pastorais”.

CR/Ecclesia