Disponibilidade foi manifestada no final de mais um encontro anual de iniciação catequética, que decorreu na Madeira

Três jovens – um rapaz e duas raparigas- e dois casais açorianos manifestaram esta semana na Madeira a disponibilidade para a missão de evangelização do caminho Neocatecumenal, servindo a missão de evangelização da Igreja.

A disponibilidade foi manifestada durante a “chamada vocacional”, um momento mais interno do Caminho, inserido na Eucaristia que encerrou mais uma semana de evangelização que, habitualmente, o Caminho organiza no verão envolvendo jovens e menos jovens, de diferentes comunidades, e que este ano decorreu na Madeira, de 8 a 14 de agosto.

No final da Eucaristia presidida pelo bispo do Funchal, D. Nuno Brás, “levantaram-se dois jovens- um dos Açores (Terceira) e outro da Madeira-, bem como quatro jovens raparigas- duas da Madeira e duas dos Açores- e quatro casais – dois da Madeira e dois dos Açores (Terceira)- , disponíveis para a Missão” referiu ao Igreja Açores Lourenço Tourais, catequista da equipa itinerante de catequistas do Caminho Neocatecumenal na Região que engloba os arquipélagos dos Açores, Madeira e Cabo Verde.

“Eles estão disponíveis para partir em Missão e agora vão concluir o seu processo de discernimento junto dos catequistas, no seio das suas comunidades” esclareceu ainda o catequista sublinhando que os dois jovens rapazes irão fazer o pré-seminário num dos Seminários Redemptoris Mater, que são as escolas de formação teológica orientadas pelo caminho Neocatecumenal.

“Este período servirá também para se avaliar se estão reunidas todas as condições para que possam partir em missão”, esclarece ainda lembrando que, por exemplo, no caso dos casais há questões familiares que devem ser observadas de forma particular para não perturbar o equilibro familiar.

Esta chamada vocacional acontece sempre no final dos trabalhos de missionação desenvolvidos pelas equipas do Caminho, que através de iniciativas de rua, com animação, ou da participação nas eucaristias, procuram evangelizar. Geralmente são iniciativas muito participadas por jovens que se deslocam às paróquias onde já estão constituídas comunidades do Caminho mas também a outras, levando-lhes o essencial das suas catequeses, ao jeito da iniciação cristã.

Este ano, as actividades na Madeira envolveram cerca de 60 pessoas, 50 dos quais jovens e entre estes estavam jovens açorianos de São Miguel, Terceira, Pico e Graciosa, ilhas  dos Açores onde o Caminho possui 14 comunidades.

Duarante esta semana os jovens participaram em várias missões de rua, dirigindo-se de uma forma muito particular a outros jovens a quem dirigiram o convite de participação na Jornada Mundial da Juventude de Lisboa, em agosto de 2023.

“A semana correu com muita animação e também houve momentos de lazer” adiantou ainda o catequista Lourenço Tourais que avançou ao Igreja Açores que a próxima semana em 2022 será em Cabo Verde.

O Caminho Neocatecumenal nasceu há 56 anos em Espanha, por iniciativa do pintor e músico Kiko Argüello e da missionária Carmen Hernández e é reconhecido pela Igreja Católica como “um itinerário de formação católica válido para a sociedade e os dias de hoje”, assente em três pilares fundamentais: a palavra de Deus, a Eucaristia e a vida em comunidade.

Atualmente o Caminho Neocatecumenal está implantado também em algumas nações tradicionalmente não cristãs, como China, Egito, Coreia do Sul e Japão, para onde têm sido enviadas missões ad gentes.

Nos Açores o Caminho Neocatecumenal entrou durante o episcopado de D. António de Sousa Braga, em 2004, e está “instalado” em oito paróquias onde existem 14 comunidades neocatecumenais, nas ilhas de São Miguel (6) da Terceira (5), Pico (2) e Graciosa(1).

Embora o Caminho tenha sido acolhido na diocese por D. António de Sousa Braga, também o atual bispo de Angra, D. João Lavrador, já se pronunciou sobre “a  sua inserção paroquial” que diz ser “salutar para o próprio Caminho como para a paróquia que muito pode usufruir da riqueza do seu itinerário de vida cristã”. E alerta: “a relação do Caminho Neo Catecumenal com a paróquia exige um diálogo franco para uma valorização do que cada uma das partes, Caminho e comunidade, podem oferecer-se mutuamente”, pelo que “a presença e acompanhamento do pároco é da máxima importância”.

Nesta acção que agora terminou na Madeira participou o sacerdote açoriano  Padre Júlio Alexandre Rocha, que acompanhou os jovens da sua comunidade, a mais recente dos Açores e que se constituiu justamente na sequência de uma iniciativa do género ocorrida no ano passado em pleno ano da pandemia.