19Itinerário formativo assenta em três pilares: consciência de igreja enquanto povo de Deus, Corpo de Cristo e Templo do Senhor

A Equipa da Vigararia Episcopal para a Formação reuniu-se em Angra no passado dia 14 e delineou um itinerário formativo para o próximo ano pastoral que assenta numa estratégia que permita criar uma “maior consciência de igreja enquanto povo de Deus, Corpo de Cristo e Templo do Senhor”.

Em causa estão os primeiros passos que devem ser dados para preparar toda a diocese rumo à realização de um sínodo diocesano. Um caminho que deve já ser tido em conta na preparação dos próximos conselhos Presbiteral e Pastoral Diocesano.

“Pretende-se criar a consciência de uma comunidade que se evangeliza formando-se, para dar razões da sua esperança hoje. Trata-se também de uma comunidade em comunhão organizada numa formação para a missão” adianta um comunicado enviado ao Igreja Açores.

A opção deste itinerário formativo que é desenvolvido territorialmente pelas Escolas de Formação da Ouvidoria com o auxilio do Instituto católico de Cultura, baseia-se na temática do Plano para o novo Ano Pastoral cujas orientações diocesanas serão conhecidas no final do mês de julho e tem como ideia central  “Uma comunidade evangelizada em comunhão missionária”.

De acordo com o comunicado, os três temas, destinados a serem aprofundados no próximo Ano Pastoral, estão a ser preparados pelo Vigário Episcopal para a Formação, cónego Ângelo Valadão, e serão inseridos nas Orientações Diocesanas de Pastoral “para facilitar a sua divulgação”.

Do ponto de vista operativo, haverá vários níveis de intervenção. Desde logo nas paróquias através de uma reflexão dos conselhos paroquiais sobre as temáticas em causa; ao nível das ouvidorias através da Escola de Formação Cristã.  A este respeito, o comunicado reitera a necessidade de serem criadas as Escolas de Formação Cristã em cada Ouvidoria, “para que em cada ilha se possa Integrar o que já vem de trás na formação e coordenar o que se faça de novo no próximo ano pastoral, com o apoio dos Vigários Episcopais territoriais, dos Ouvidores, do Instituto Católico de Cultura e dos Serviços Diocesanos de Apoio à Pastoral, sob a coordenação do Vigário Episcopal para a Formação”.

A Vigararia para a Formação sublinha, ainda, a necessidade de as ouvidorias ligarem “as respostas dos temas dos Conselhos Pastorais Paroquiais com as reuniões do Conselho Pastoral de Ouvidoria sobre os três temas e sobre o assunto do Conselho Pastoral Diocesano”.

Por outro lado, desafia as ouvidorias a acompanharem “os que no território da Ouvidoria venham a fazer o curso à distância, sobre o Concílio Vaticano II ministrado pela Universidade Católica Portuguesa com a Diocese (Instituto Católico de Cultura)”.

De acordo com o comunicado enviado ao Igreja Açores, as Vigararias Territoriais serão responsáveis pela coordenação e articulação das várias actividades de forma a evitar-se  a sobreposição de acções.

A Vigararia para a Formação avança ainda a intenção de intensificar a cooperação entre os vários movimentos de apostolado e também os serviços diocesanos, sobretudo os que promovem jornadas formativas, para que todas essas iniciativas possam integrar um plano geral de formação, inserido nas temáticas de cada ano pastoral.

O Instituto Católico de Cultura será o responsável pelos Cursos de Apoio à distância e disponibilizará os recursos formativos  através do seu site.

Do ponto de vista dos conteúdos já estão a ser elaborados subsídios- oito sobre o sacerdócio e 3 para leigos-, que serão enviados aos ouvidores. O Reitor do Seminário irá ter a tarefa de construir oito guiões a partir do novo decreto da Ratio Fundamentalis– O Dom da Vocação, aprovada pelo Papa Francisco em dezembro de 2016, uma atualização da ‘Ratio fundamentalis institutionis sacerdotalis´ que procura unir, de modo equilibrado as dimensões humana, espiritual, intelectual e pastoral, através de um caminho pedagógico gradual e personalizado.

Qual o papel dos sacerdotes, como se exerce o sacerdócio de forma ministerial, como é que se formam os sacerdotes, quais os requisitos para a sua formação, ou a identidade dos padres serão alguns dos temas dos guiões, segundo o Vigário Episcopal para a Formação.

Já para os leigos, os guiões base serão feitos a partir da Lumen Gentium, uma constituição dogmática da igreja, assinada por Paulo VI, em 1964.

A questão da formação fazia parte do instrumento de trabalho prévio à 43ª assembleia plenária do Conselho Presbiteral e à 12ª Assembleia Plenária do Conselho Pastoral Diocesano.

Definir “o itinerário, as estratégias, os meios e os agentes” de formação era um dos grandes objetivos do Bispo de Angra, que está apostado em garantir, na lógica conciliar, uma “formação espiritual e uma sólida preparação doutrinal” a todos os leigos.

A equipa da VIgararia para a Formação é composta pelos diretores dos serviços diocesanos de Catequese, Evangelização e Missão, Pe. Jacob Vasconcelos; Liturgia, Pe. Marco Luciano Carvalho e Família e Laicado Manuel Francisco Tavares de Sousa e Sílvia Fonseca e Sousa. Integram também esta equipa os reitores do Seminário de Angra, Pe. Hélder Miranda Alexandre e o diretor do Instituto Católico de Cultura, Cónego José Medeiros Constância bem como o Vigário Geral da Diocese, Cónego Hélder Fonseca Mandes.