Assembleia plenária reúne leigos, movimentos, presbíteros e religiosos no Centro Pastoral Pio XII

O Bispo de Angra deu esta sexta feira à noite as boas-vindas a todos os membros do Conselho Pastoral Diocesano pedindo-lhes uma reflexão sobre os caminhos a percorrer no itinerário formativo da diocese que é “exigente, urgente e absolutamente necessário”.

A formação é um dos três temas do instrumento de trabalho deste Conselho e depois de aprovado o plano estrutural para a sua concretização, através da criação de uma Vigararia para a Formação, da reativação do Instituto Católico de Cultura e das Escolas de Ouvidoria, agora é a vez “de mobilizar a diocese e de a entusiasmar para esta formação” disse D. João Lavrador.

“O programa de formação  deverá ser atraente e deverá motivar todos para este desígnio” precisou o prelado que presidiu à sessão de abertura da Assembleia Plenária mas que devido a obrigações protocolares por causa das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades portuguesas, que se vive em Ponta Delgada este sábado, estará por momentos ausente dos trabalhos. De resto, o bispo deverá acompanhar protocolarmente o Núncio Apostólico em Portugal que representa a Santa Sé e por isso está convidado para as comemorações do 10 de junho. D. Rino Passigato deverá, no entanto, presidir à celebração de encerramento dos trabalhos do Conselho Pastoral Diocesano, que ocorrerá este domingo em Ponta Delgada.

Além da formação os conselheiros vão discutir a participação dos jovens na Igreja e a sua relação com a fé, um tema que decorre das propostas de reflexão da igreja Universal que viverá um sínodo em outubro sobre, os jovens, a fé e a Igreja.

“Todos nós reconhecemos que os jovens hoje são para a igreja um grande desafio, não só porque há uma diminuição de jovens, como há uma menor participação de jovens nas nossas comunidades” realçou o prelado lembrando, por outro lado, que “acima de tudo há uma débil integração de jovens nas nossas comunidades” que deve ser corrigida.

“A  pastoral juvenil que se faz não é uma pastoral integradora na comunidade;  há como que caminhos paralelos e não interligados” por isso “urge encontrar caminhos para que esta igreja diocesana possa ter uma forma mais apta para acolher, dar espaço e integrar os jovens na nossa igreja”.

“Para mim isto é-me muito caro; não se trata de quantidade mas de fidelidade ao evangelho. Se nós não integrarmos os jovens o que serão as nossas comunidades amanhã?” interpelou D. João lavrador.

O terceiro tema deste conselho é a pastoral social “que foi e continuará a ser sempre uma realidade presente” nas orientações diocesanas porque faz parte do ADN cristão.

Na sessão se abertura desta Assembleia Plenária deste Conselho Pastoral Diocesano, o prelado lembrou que “ a vida pastoral tem que ser feita e vivida por todos” pois “ninguém, nem o mais iluminado, tem capacidade para descobrir todos os caminhos da evangelização”.

“Há sempre uma reflexão importante dos leigos que tem de ser ouvida e atendida; esta é a realidade de uma igreja ministerial, em que todos contam”, acrescentou D. João Lavrador ressalvando a essência deste órgão: “somos um órgão de expressão de comunhão, que é ativa, missionária na expressão do papa Francisco, porque esta comunhão é motivada pelo espirito e por isso deve estar pronta para  atuar em cada um dos nossos ambientes”.

O Conselho Pastoral Diocesano é um dos dois órgãos de consulta mais importantes do bispo. Integram esta assembleia plenária os leigos representantes de estruturas diocesanas e de movimentos de apostolado, presbíteros, Seminário e religiosos.

A reunião termina no domingo com uma celebração da Eucaristia.