Coroação das sanjoaninas  reúne 38 irmandades da ilha Terceira

Foto: Igreja Açores /JC

Iniciativa tem lugar no último dia do programa

Trinta e oito Irmandades do Divino Espírito Santo da ilha Terceira vão participar na coroação das Sanjoaninas 2023, que terá lugar no domingo, dia 2 de julho (último do programa)  às 11h00 na Igreja da Sé.

A concentração far-se-às às 10h15 no Páteo da Alfândega e segue em cortejo até à Sé. No final da Eucaristia a procissão da coroação seguirá até São Pedro, onde, no Império de Baixo, será distribuída a Massa e os Alfenins benzidos.

“Esta é uma coroação com muito significado, sobretudo para os emigrantes” referiu ao Igreja Açores João Paulo Cota.

“38 crianças irão ser coroadas e contamos também com a presença da irmandade de Alenquer, concelho irmão de Angra”, referiu ainda

Este ano, as Sanjoaninas recriaram a ideia da Fenix a partir do renascimento da cidade depois do abalo sísmico ocorrido há 43 anos, no dia 1 de janeiro de 1980.

“A 1 de janeiro de 1980 Angra foi arrasada por um violento sismo 7.2 da escala de Richter. Teve de reerguer-se qual Fénix, a figura mitológica grega que renasceu das próprias cinzas, a pulso e assente na fibra da sua gente. E fê-lo de forma tão evidente e tão bem-sucedida que, passados apenas 3 anos, integrou a lista de cidades Património Mundial da UNESCO” refere a nota explicativa da organização.

“Do colapso devastador se alimentou a força do seu renascimento. Da poeira dos escombros se consumou a mais alta distinção. Neste ano em que se comemoram 40 anos sobre esta conquista, depois de ser reconhecida a sua resiliência e estoicismo, e depois de confirmado o heroísmo do seu povo, é tempo de celebrar a distinção dos outros sobre nós. De aplaudir a sua nobreza, de assacar as suas virtudes, de reconhecer de que fímbria é feita a sua têmpera”, sublinha ainda.

“Angra reergueu-se das suas próprias cinzas e é hoje vigorosa e moderna, oferecendo qualidade de vida aos seus munícipes e sabendo-se especial. “, conclui a nota sobre a festa mais importante da ilha Terceira e uma das mais relevantes dos Açores enquanto cartaz turístico.

 

 

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