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De Manila ao Vaticano vai um conclave de distância

Por Carmo Rodeia

Longa vida ao Papa Francisco. É assim que gostaria de começar este Entrelinhas. Os que me leem sabem o quanto gosto deste Papa e me identifico com o seu pontificado. Se calhar como nunca, em relação a outro Pontífice. Nem mesmo João Paulo II, que foi o Papa que mais marcou a minha geração no tempo da juventude.

Serve este preâmbulo para justificar e enquadrar um pouco o título deste Entrelinhas que, numa leitura apressada, poderia dar a ideia que eu deseje que seja escolhido um novo Papa, o que é profundamente errado. Mas não poderia deixar passar em claro a escolha do arcebispo de Manila, cardeal Luís António Tagle, para prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos. A nomeação do Papa Francisco foi anunciada neste domingo, 8 de dezembro. E é uma escolha sua, não tenho a menor dúvida, porque se insere na lógica ´política´ deste pontificado e das escolhas que o Papa Francisco para a sua entourage. Umas mais óbvias do que outras, mas sempre muito determinadas.

Conheci pessoalmente o arcebispo de Manila em maio deste ano, quando ele presidiu à Peregrinação Internacional Aniversária de maio, em Fátima, onde falou sobre as novas bênçãos do mundo moderno como o dinheiro, as roupas, os carros topo de gama, as casas, a fama e a influência, coisas que até podem não ser más, na sua ótica, mas que não são o mais importante. E, na altura questionava: “Será que a fé ainda tem um lugar importante no nosso desejo de uma vida boa? Consideramo-nos abençoados quando abdicamos dos nossos planos, como Maria e José, para que a vontade de Deus se possa concretizar? Será que os pais alimentam os seus filhos não apenas com comida, medicamentos e formação, mas também com a Palavra de Deus, os Sacramentos e o serviço aos pobres?”.

Cito estas palavras porque vivemos o tempo do Advento, que é por definição um tempo de espera ativo, que exige de nós simplicidade e foco naquilo que é essencial: uma mulher que é concebida sem pecado, que aceita mesmo sem perceber, que dá à luz uma criança num tempo difícil, um Deus-menino que nasce, em condições de enorme pobreza, é visitado por reis e por pastores, e que depois se faz homem como nós, e que por nós dá a vida, para nossa salvação. Uma história que começa a ser contada no presépio e que é essencial em todos os tempos.

Tenho três filhos, todos adultos e sinto, sei, que muitas vezes passei ao lado desta história e não fui capaz de a explicar como devia. Por isso, as palavras do cardeal Tagle despertaram os meus sentidos. Como despertam quase sempre as palavras simples que abalam a consciência, o nosso lugar mais íntimo de encontro com Deus.

O cardeal Tagle é uma destas vozes que nos faz parar e pensar. Diz quem o conhece que o novo prefeito do dicastério da Propaganda Fidei, um dos mais importantes da Cúria romana, possui uma capacidade intelectual notória, com uma natural predisposição para o diálogo inter-religioso. A que acresce o seu estilo “meio desportivo” e descomplexado que até o leva a entoar em público, num momento de karaoke, hobby muito querido aos filipinos, uma das mais bonitas canções de Amor em tagalog, dialeto filipino, num tom intimista e até tímido, onde vai repetindo “Mahal Kitah”, que em português quer dizer “Amo-te”.

Dizem que os filipinos têm dois grandes tesouros: a música e a fé. A música ajuda a consolar e a aplanar os corações magoados por uma natureza madrasta que persiste em impor-se ao trabalho e à vontade dos Homens, e a fé é o pilar da força anímica para reerguer o que a natureza destrói, uma vez e outra. O pouco tempo que estive com ele, e nunca foi a sós, deu para perceber que tem com quem o rodeia o sentido da escuta, da procura, do consolo, da pobreza, e até de um certo desnudamento diante de Deus… E, ainda bem, porque Deus não tem donos!

Quando chegou a Fátima, e não era a primeira vez, quis passar pela Capelinha e ali esteve durante um bocado, orando em silêncio, como tantos outros de nós, peregrinos, da vida, ciente de que a oração é sempre uma experiência a partir da nossa pobreza. No final, e depois de termos estado à conversa durante um largo período de tempo, perguntei-lhe se poderia tirar uma foto com ele, pois ficaria sempre um registo para mostrar aos meus netos a comprovar que já tinha estado ao lado do primeiro Papa da Ásia. Riu-se timidamente e repetiu-me o que já me havia dito em contexto de entrevista quando o questionei sobre a sua condição de Papabili: não sei governar bem a minha vida como é que conseguiria governar a vida da Igreja…  E despedimo-nos.

Lá diz o ditado popular que não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão. Foi o caso. Pareceu-me, na altura, e perdoem-me a expressão, um homem todo o terreno, até pela ligação à Cáritas. Aos mais pobres, de entre os pobres. Com quem chora com facilidade. Como quando recebeu das mãos de Bento XVI o barrete cardinalício, em 2011. Na altura, como que a justificar-se, disse que eram lágrimas de alegria e de espanto perante o mistério de Deus. Segue agora para o Vaticano, onde vai trabalhar mais de perto com o Papa e sobretudo numa congregação que tem a principal missão dentro da igreja que é evangelizar.

Sabemos, a partir dos seus escritos, nos quais expôs já a visão que tem da Igreja católica do terceiro milênio, que defende uma Igreja que saiba aproveitar a ocasião para ser significativa, no contexto da globalização.

A construção de um caminho não se faz só com “pedras”. É preciso vontade e talento, como o Papa tem demonstrado. Não vale a pena dizer que Tagle poderá ser o futuro Papa, porque só a vontade dos homens que estiverem no próximo conclave, inspirados pelo Espírito Santo, decidirá. Mas que poderia ser um grande Papa restarão poucas dúvidas.

 

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