Pe Júlio Rocha é o novo presidente

O Bispo de Angra acaba de reativar a Comissão Diocesana de Justiça e Paz nomeando para presidente o Pe Júlio Rocha, doutorado em Teologia Moral e prefeito de estudos do Seminário Episcopal de Angra, onde lecciona também Doutrina Social da Igreja.

A Comissão Diocesana Justiça e Paz (CDJP), decalcada do organismo nacional, tem como finalidade genérica promover e defender a Justiça e a Paz, à luz do Evangelho e da doutrina social da Igreja, bebendo as suas raízes no pensamento do Concílio Vaticano II e na iniciativa de Paulo VI que, em 1967, cria na Santa Sé uma Comissão Pontifícia para a Justiça e a Paz (hoje, Conselho Pontifício) e encoraja os diferentes episcopados a promoverem a criação de comissões nacionais e diocesanas.

Nos Açores, desde 2012 que a CDJP estava inativa, tendo sido o seu último presidente Monsenhor Weber Machado.

Em Portugal, a primeira Comissão Nacional Justiça e Paz surge já no começo dos anos oitenta, quase vinte anos depois do Concílio. De então para cá, as diferentes comissões têm adotado composição, perfil e modo de funcionamento diversos.

A actual CNJP é um órgão colegial composto por 16 membros: o Presidente, dois Vice-Presidentes, Secretário, Tesoureiro, dez Vogais e um Assistente Eclesiástico. Além dos membros que a integram e são nomeados pela Hierarquia da Igreja católica, a CNJP amplia a sua acção através da criação de estruturas de trabalho vocacionadas para o seguimento de áreas temáticas e projectos específicos.

Á semelhança do que acontece quer noutras dioceses do país quer a nível nacional, na diocese de Angra a Comissão é composta por leigos, cabendo ao seu presidente a escolha dos elementos da equipa.

A nomeação para Presidente da Comissão Diocesana de Justiça e Paz do Pe Júlio Rocha, que é também o assistente diocesano de dois importantes movimentos da diocese pelo número de leigos que envolvem- o Movimento dos Cursilhos de Cristandade e Movimento da Mensagem de Fátima- é uma das decisões tomadas pelo Bispo de Angra para o novo ano pastoral.

Entre elas está também a escolha dos padres Duarte Melo e Ricardo Tavares para Diretores dos Serviços Diocesanos da Pastoral Social e da Cultura, respetivamente.

O Pe Duarte Melo foi o Diretor Diocesano da Comissão dos Bens Culturais da Igreja até quase ao final deste ano pastoral, lugar de onde se afastou por razões pessoais relacionadas com novas funções a nível profissional.

Substitui o Pe Cipriano Pacheco neste Serviço Diocesano que tem promovido várias jornadas de debate e reflexão sobre o momento que o país e a região atravessam, apresentando propostas e soluções concretas para o ultrapassar, tendo sempre presente os princípios da Doutrina Social da Igreja.

Para a Cultura é nomeado o Pe Ricardo Tavares que regressou à Diocese no último ano, durante o qual esteve a leccionar a disciplina de Educação oral e Religiosa Católica, numa escola da Lagoa, na ilha de São Miguel. O sacerdote vai substituir a primeira mulher leiga nomeada para este cargo em toda a história da diocese açoriana, Leonor Sampaio.

No que respeita ao Serviços diocesanos, D. António de Sousa Braga, reconduziu, ainda, como Diretor do Serviço Diocesano para a Pastoral das Vocações e Ministérios o Reitor do Seminário Episcopal de Angra, Cónego Hélder Miranda Alexandre.