Pelo Pe Carlos Simas*

Desde o primeiro momento em que a equipa do clero da ouvidoria decidiu abraçar o projecto das comemorações do centenário simplesmente abri o meu coração à alegria.

Este celebração é pouca para glorificar o Senhor que muito faz por nós e continuar a doar-se gratuitamente.

Desde o primeiro momento a cruz marca-nos. É um símbolo forte que não nos quantifica, mas qualifica. Não há verdadeira entrega sem haver desprendimento na cruz.

Assim mostrou-nos Deus através do Seu Filho Jesus Cristo. Como se canta no hino do centenário desta ouvidoria apresentado no dia nove deste mês: «Demos glórias a Cruz, onde Cristo se entregou» e nela «Vera Cruz» foi «onde Deus se revelou».

Este centenário tem marcado as comunidades. Temos vindo a desenvolver um espírito que não havia com grande profundidade; ou seja; a nossa própria identidade. Um povo só se começa a identificar e a assumir os compromissos quando se encontra consigo próprio e com Deus na realidade da sua existência.

Desde o mês de outubro do passado ano a ouvidoria tem vindo a desenvolver atividades abertas a todas as faixas etárias passando pela catequese, juventude formações, encontrando-se também com a arte do belo através do canto e da música com que louvamos e nos encontramos com o sagrado – Deus.

As celebrações solenes decorrerão no próximo fim-de-semana com o II Encontro de Coros da Ouvidoria contando com a participação de oito grupo corais dos quais três são juvenis e cinco são os corais com história paroquial que remonta ao século passado. Durante o decorrer do encontro irão ser entregues as medalhas comemorativas às entidades governamentais e não governamentais que têm sua sede na ouvidoria e cuja prioridade é o bem comum e a valorização e dignificação da vida. Assim abrange Juntas de Freguesia, Casas do Povo, Santa Casa da Misericórdia, Cáritas, Centro comunitário Cais do remar, Escola…

No domingo , dia 24, será uma alegria a celebração eucarística do centenário onde a prioridade principal será a de agradecer ao Senhor as maravilhas que Ele fez. Com a presença de D. João Lavrador iremos fazer festa para que a festa chegue aos nossos corações com a dignidade de Filhos de Deus conscientes que «fomos gerados no calvário, mais propriamente aos pés da Cruz: «Mãe, eis o teu filho. Filho, eis a tua Mãe» (Jo 19,26-27). Jesus já pré-anunciava este pronuncio na frase que escolhemos para marcar este centenário – «Quando Eu for levantado da terra, atrairei todos a Mim» (Jo 12,32). Contudo a Cruz dever marcar-nos, não pela tristeza, mas pela alegria porque o Senhor Ressuscitou para continuar presente connosco.

Após a Celebração da Missa haverá uma largada de balões e beberete para todos que estima-se ser ao ar livre se o tempo assim o permitir.

Após as celebrações solenes do centenário a agenda continuará preenchida até outubro contado com a vinda de corais à ouvidoria e em agosto haverá o lançamento do primeiro livro da história da ouvidoria, resultado de um trabalho que está a ser desenvolvido pelo Dr. José Bettencout da Câmara, natural da Lombinha da Maia a residir em Lisboa. É um projecto apresentado pela ouvidoria e que conta desde inicio com a colaboração da Câmara Municipal da Ribeira Grande.

Sinto pessoalmente as pessoas envolvidas e entusiasmadas com as comemorações do centenário. Alegres. Dedicadas.

Com tudo isto e, em contagem decrescente para as celebrações solenes, o meu sentimento não pode ser expressado de outra forma senão como no Cântico Evangélico: «A minha alma glorifica o Senhor» (Lc 1, 46).

*O padre Carlos Simas é o ouvidor da ouvidoria dos Fenais da Vera Cruz. O Título deste artigo é da responsabilidade do Sítio Igreja Açores