O novenário preparatório da festa de Nossa Senhora do Carmo, uma das mais emblemáticas da ilha do Faial, decorre entre 7 e 15 de julho. A festa contará com a participação dos Carmelitas da ilha do Pico

A festa em honra de Nossa Senhora do Carmo, na ilha do Faial, que está a ser preparada desde o passado dia 7 vai ter hoje o seu ponto alto com a Eucaristia solene que será celebrada às 19h00. Nesta missa, presidida pelo ecónomo diocesano, cónego António Henrique Pereira e animada pelo coro Stella Maris (coro do Convento do Carmo), será celebrada a profissão de fé dos novos irmãos da Ordem Terceira do Carmo.

De 7 a 15 de julho decorreu a novena, com Terço meditado e Missa às 18h30 e 19h00, respetivamente. Entre 13 e 15 de julho houve um momento para a celebração do Sacramento da Reconciliação, a preceder a meditação do Terço e, no dia 16, especificamente dirigido aos Carmelitas da ilha do Pico. Hoje, dia da festividade de Nossa Senhora do Carmo, o programa integra o acolhimento aos carmelitas do Pico, às 10h00, e às 11h00, será celebrada a Missa, presidida pelo padre Nelson Pereira, vigário paroquial de Porto Judeu, na ilha Terceira, e ex vigário paroquial da Matriz da Horta.

Nossa Senhora do Carmo (ou Nossa Senhora do Monte Carmelo) é um título consagrado à Virgem Maria. Este título apareceu com o propósito de relembrar o convento construído em honra da Santíssima Virgem Maria nos primeiros séculos do Cristianismo, no Monte Carmelo, em Israel. A principal característica desta invocação mariana é apresentar o Escapulário do Carmo, símbolo que representa o ato de se estar ao serviço do Reino de Deus e que traz muitas indulgências, graças e outros benefícios espirituais a quem assume este sinal e esta proposta como seus.

Este será o terceiro ano em que a festa de Nossa Senhora do Carmo se realizará na sua Igreja depois das obras de restauro deste templo do século XVIII, que era local de acolhimento de muitos cristãos em trânsito entre a Europa e a América.

A Igreja do Carmo reabriu em 2018, 22 anos depois de ter encerrado ao culto.

Entre 2008 a 2011 iniciou-se um processo de negociação com o Governo Regional para retomar o dossiê de recuperação da Igreja, levando a cabo um conjunto de obras para  imediata consolidação do edifício de forma a  assegurar o que já lá tinha sido feito. As obras decorreram em 2012, voltando a parar por falta de disponibilidade financeira. Apesar de ser reconhecida a importância do edifício nunca houve a correspondente disponibilização de um envelope financeiro que desse cobertura à intervenção.

Perante o impasse, os responsáveis da Ordem Terceira optaram pela recuperação da Capela dos Terceiros, cujas obras decorreram entre 2012 e 2015, altura em que a Capela reabriu ao culto e começou a acolher celebrações ao domingo. A presença crescente de actividade naquele espaço, o número de pessoas que começou a ir todos os domingos à missa naquela capela acabou por determinar uma aceleração do processo de recuperação da Igreja principal do Convento, com um envolvimento direto da autarquia. Em 2017 as obras da igreja recomeçaram e embora não estejam concluídas pois ainda há capelas por restaurar, já decorre o processo de classificação da Igreja do Carmo pelo Governo Regional dos Açores, como imóvel de interesse público. A iniciativa do PSD aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa dos Açores em fevereiro deste ano aguarda agora a luz verde do Conselho de Governo.