Programa religioso e cultural centrado na padroeira. Este ano Mostra de Folclore completa o 25º aniversário

Realizam-se entre 3 e 8 de agosto as festas da Relva em honra de Nossa Senhora das Neves, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. As festas que integram um programa cívico e cultural vasto têm o dia mais solene no domingo, dia 6 de agosto, com a celebração da Eucaristia Solene de Nossa Senhora das Neves, este ano com a particularidade do dia da freguesia coincidir com a festa da paróquia.

À tarde, pelas 18h00, haverá um momento de oração, seguindo-se a saída da Procissão Solene em honra de Nossa Senhora das Neves, com o giro habitual acompanhada por Filarmónicas, Romeiras, Romeiros, Escoteiros, Bombeiros, Mordomos do Espírito Santo, Grupos Folclóricos, Entidades Oficiais e Particulares, e o povo em geral.

No dia 7 de agosto, haverá a Eucaristia por todos os Benfeitores da Paróquia, no dia 8 celebra-se a Missa dos Defuntos e nesse mesmo dia, a partir das 23h50, será feita a despedida da Imagem de Nossa Senhora das Neves no adro da igreja.

Estas festas em honra de Nossa Senhora das Neves são também as festas de verão da freguesia e, por isso, associado a este programa religioso há um vasto leque de eventos de cariz cívico e cultural de onde se destaca a realização de um torneio de futsal, provas de atletismo, dança, ciclismo e concertos.

No dia 5 de agosto o destaque vai para a realização da XXV edição do Grande Festival de Folclore da Relva – Mostra Folclórica do Atlântico , promovido pela Junta de Freguesia e pelo Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva.

As festas encerram no dia 8 de agosto com um concerto da filarmónica Nossa Senhora das Neves.

A celebração da festa de Santa Maria das Neves é sem dúvida a homenagem que os habitantes desta freguesia prestam à sua padroeira. No final do século XVI Gaspar Frutuoso, ao descrever esta freguesia regista que a festa de Nossa Senhora das Neves se realizava, a 5 de Agosto de todos os anos.

A igreja de Nossa Senhora das Neves, que acolhe esta festa, foi construída no final do século XV pelo Contador Martim Vaz, fidalgo que ali viveu, sendo já paróquia instituída no ano de 1526.

Entre finais do século XVI e início do XVII foram efectuadas obras de restauro na Capela-mor e sacristia.

Na década de 1880, foi alvo de obras no frontispício principal ao nível dos portais, advindo destas a alteração do acesso principal com o arco da porta abatido, e a abertura das portadas que o ladeiam, em modesta interpretação de revivalismo gótico.

A sua planta é rectangular dividida em três naves compostas por altos pilares, espaço de elementar organização caligráfica, modelo de formulação erudita maneirista de tradição recuperada na segunda metade do século XVI.

No seu interior nota-se toda a influência da primeira metade do século XVIII nos altos pilares das naves e nos exemplares das talhas dos Altares da Capela-mor, Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora do Rosário, sendo os do Sagrado Coração de Jesus (antigo altar de S. Diogo), S. José (antigo altar do Senhor Bom Jesus), o das Benditas Almas do Purgatório da segunda metade de setecentos e o de Santo Antão e S. Cristóvão do inicio de oitocentos.

Mais recentemente durante a segunda metade do século XX, foram efectuadas grandes obras de restauro.