Festival de verão de música cristã pela primeira vez em Faro até este domingo

O Festival Jota vai realizar-se pela primeira vez a sul de Portugal, na Diocese do Algarve onde música, convívio, formação e diversas atividades são contextos de “evangelização”, entre 31 julho e 2 de agosto, em Faro.

“Este festival pela dimensão, pelo tempo, o que comporta e somos chamados a proporcionar aos jovens acaba por ser diferente, mais desafiante, com mais exigências mas entusiasma-nos a todos e abre novos rumos à própria equipa e diocese”, explica o assistente da Pastoral Juvenil do Algarve à Agência ECCLESIA, padre António de Freitas.

O Festival Jota nasceu em 2007 na Diocese da Guarda, onde se realizou três vezes, e está pela primeira vez no sul de Portugal, em concreto no Algarve, pelo número assíduo e crescente de jovens desta diocese que participaram em edições anteriores: Aveiro, Braga, Viana do Castelo e Viseu.

O desafio da diocese acolher o certame partiu do diretor artístico do festival que para além da adesão juvenil algarvia destaca ainda “praia, sol, turismo” e proximidade aos jovens do sul.

“Pode ser oportunidade para quem vai de férias para o Algarve possa, pelo menos, assistir aos concertos. Por outro lado procuramos sempre que os espaços marquem mas sirvam outras utilidades como a fé”, refere o padre Jorge Castela, diretor artístico do evento.

O maior festival de música cristã nacional decorre entre 31 julho e 2 de agosto em Vale das Almas, Faro, um lugar conhecido por acolher, também em julho, uma grande concentração de motos e o padre António de Freitas destaca ainda a zona envolvente com a Ria Formosa.

“Permite o contacto com a natureza que é uma das características do Jota. É um pinhal no interior da Ria mas também muito perto da Ilha de Faro e os jovens podem estar nas atividades do festival e também envolvidos em atividades náuticas”, desenvolve.

O assistente da Pastoral Juvenil do Algarve comenta que para além da música propõem “atividades de reflexão ou catequese”, intituladas ‘Rostos da Misericórdia’ no contexto do “Jubileu e das Jornadas Mundiais da Juventude [Cracóvia, Polónia 2016]”, e workshops “tradicionais e contemporâneos”.

Para o padre Jorge Castela do programa apresentado pela Diocese do Algarve, relevo ainda para um espaço dedicado à Reconciliação, “durante várias horas”, e exposição do Santíssimo Sacramento, “praticamente o tempo todo”.

“Nunca tivemos esta grandeza que o Algarve propôs”, recorda o responsável que pretende que o Festival Jota “mantenha o espírito com que nasceu”

Sobre o cartaz musical, o diretor artístico destaca “três bandas estrangeiras” que, na sua opinião, “são de renome”: Os italianos The Sun que vivem da música, “o que por si prova o trabalho que eles fazem”, são repetentes e já foram considerados “por muitos os melhores em todas as edições” e vão ainda apresentar um livro sobre o seu percurso e conversão.

Depois têm os ingleses ‘Crossbeam’ porque é “interessante ter um concerto nesta língua” no Algarve, e Nico Montero, “neste momento, o melhor artista católico da atualidade”.

De Portugal a anfitriã ‘Banda Jota’, a banda ‘Yeshua’ e os ‘Godstones’, grupos revelações em 2014 e 2013, os concertos intimistas dos Maresia, do Corpo Nacional de Escutas, e de Claudine Pinheiro “com algumas músicas do novo álbum”.

 

A edição de 2015 do Festival Jota conta ainda com uma “vertente nova” que é o teatro mensagem do grupo ‘Jovem Levanta-te’, um DJ algarvio na Cristoteca e a participação “refrescante” da banda Graal, que vai fazer o pré-lançamento do primeiro álbum, com “um rock” que o padre Jorge Castela considera não haver em Portugal.

CR/Ecclesia