435 escuteiros portugueses participam no Jamboree mundial no Japão

O presidente do Comité Mundial da Organização Mundial do Movimento Escotista desafiou os 35 mil participantes no Jamboree no Japão encontrem “soluções para desafios” universais como “pobreza, mudanças climáticas, falta de educação”.

“Quando nos encontramos num Jamboree, descobrimos a necessidade de trabalharmos juntos para encontrarmos soluções para os desafios que nos afetam a todos, como a pobreza, as mudanças climáticas, a falta de educação, e muitos outros”, disse João Armando Gonçalves na abertura do Jamboree, a decorrer no Japão.

O responsável mundial, de nacionalidade portuguesa, destacou que o Jamboree é também uma “oportunidade” de estarem “mais atentos aos desafios” e a explorarem a forma de poderem contribuir para os ultrapassarem nas respetivas “comunidades e no mundo”.

“Isto, sim, é criar um Mundo Novo”, frisou João Armando Gonçalves.

“Como vocês, sinto-me privilegiado por estar aqui a viver esta oportunidade rara. Estamos num campo no Japão, mas é como se o mundo todo estivesse aqui, a viver connosco”, destacou aos 34 mil escuteiros, de mais 150 países e territórios, que até ao dia 8 de agosto têm como objetivo a partilha, o convívio e a troca de experiências e vivências no Jamboree.

Foi com as palavras de ordem – “Vamos começar!” – do chefe de campo que o 23º Jamboree, acampamento mundial de escoteiros, iniciou no dia 28 de julho em Yamaguchi.

 

“Se puderem, tentem encontrar os escoteiros japoneses que estiveram a ajudar na reconstrução depois do tsunami. Apesar de todos os seus trabalhos, ainda arranjaram forças para virem ao Jamboree e penso que podem aprender muito com eles”, assinalou Takayasu Okushima, que incentivou os participantes a viverem sob o lema da unidade.

O blog na internet do Contingente Português no Jamboree revela que o momento “mais aguardado” em todas as cerimónias destes acampamentos é quando começam a desfilar as bandeiras de todos os países participantes.

Uma apresentação que apesar de “prolongada”, “porque cada país desfilou individualmente”, houve “aplausos dos participantes” que tanto “puxaram pelo seu país como respeitaram, em silêncio”, a apresentação de todos os outros.

“Provas de um respeito e unidade que não deixa ninguém indiferente”, acrescenta o Contingente Português.

A chefe do contingente português comentou que o ambiente de abertura do Jamborre “estava fantástico, sentia-se no ar a antecipação e a energia”.

“Não interessa a língua que se fala pois aqui estamos todos em comunhão com algo que nos une – os princípios e ideais do escotismo”, declarou Ana Ferreira.

Os 435 escuteiros católicos lusos que estão no Japão formam o maior contingente português de sempre num acampamento mundial fora da Europa.

O imaginário deste acampamento está subordinado ao tema “Um Espírito de Unidade” e a ida ao Japão contou com o apoio da Presidência da República, que entregou a bandeira portuguesa ao contingente, e da embaixada do Japão.

O Jamboree Mundial realiza-se de 4 em 4 anos, os escuteiros devem ter entre 13 e 17 anos e apenas podem participar uma, depois só podem participar como voluntários.

 

O presidente do Comité Mundial da Organização Mundial do Movimento Escotista incentivou ainda que nos dias que faltam os participantes façam o seu “melhor para estarem abertos aos outros; que tentam uma nova experiência; que aprendam algo novo; que façam um novo amigo; que partilhem uma ideia; que descubram um país novo”.

CR/Ecclesia