Responsável nacional do setor deixa propostas para época balnear

A Obra Nacional da Pastoral do Turismo (ONPT) quer contribuir para o esforço que a Igreja Católica tem feito, de defesa e preservação dos valores da Família, e nesse sentido divulgou um conjunto de propostas para esta época balnear.

Numa nota enviada à Agência ECCLESIA, o organismo salienta que, num tempo muito dado a “perspetivas individualistas, em que cada um pode ser tentado a viver segundo as suas preferências pessoais, o turismo familiar pode ser proposto como um meio muito eficaz para intensificar e inclusive recompor os laços familiares”.

Nesse sentido a ONPT, dirigida pelo padre Carlos Alberto Godinho, alerta para a importância das famílias programarem bem o seu tempo de férias, reservando “espaços de vivência comum, que facilitem a partilha e o diálogo”.

“Para assegurar o autêntico encontro de pessoas, é fundamental que se considerem horários comuns, ainda que sem a rigidez do quotidiano”, frisa a ONPT, dando como exemplo “o tempo das refeições”, sempre favorável “à partilha e ao diálogo”.

“A celebração da fé” em família é outra das componentes presentes no texto, pois “contribui, de modo singular, para a comunhão familiar, conjugal e geral”.

A ONPT debruça-se sobre o contributo a dar pelas comunidades cristãs presentes nos destinos de férias, frisando que “o acolhimento das famílias, na comunidade cristã, é um dever fundamental e um dos primeiros meios de que estas dispõem, para o serviço à causa das famílias”.

Isto pede paróquias capazes de responder às épocas “de maior afluência de visitantes e turistas”, que recebam e integrem as pessoas “nas celebrações litúrgicas, particularmente ao domingo”, e que forneçam “informação atualizada e próxima das atividades a realizar nas comunidades cristãs”.

“A presença habitual e disponível do pároco, ou de outros sacerdotes, em horário definido, para o atendimento pessoal de cada visitante, pode ser uma oportunidade oferecida igualmente às famílias, particularmente àquelas que se encontram em maiores dificuldades”, acrescenta a mesma nota.

Quanto à necessidade de estender esta preocupação pela família à área do Turismo, das suas variadas empresas, a ONPT alerta para o “cuidado que merecem os operadores e trabalhadores do setor”.

“Em períodos de trabalho mais intenso, devido à sazonalidade da atividade turística, deverá atender-se aos princípios que regulam a atividade laboral destes operadores e trabalhadores, de modo a que se garanta a sua necessária convivência familiar”, pode ler-se.

CR/Ecclesia