Sou da Paz é o tema desta peregrinação que reúne 138 acólitos, oriundos de seis ilhas do arquipélago

Sou da Paz é o tema da VI Peregrinação Diocesana de Acólitos que decorre entre hoje e amanhã na ilha Graciosa, reunindo 138 acólitos de seis ilhas do arquipélago, com idades que vão dos 7 aos 70 anos. De fora voltam a ficar três ilhas: São Jorge, Corvo e Santa Maria, estas duas ilhas, de resto, nunca participaram.

O tema escolhido está em sintonia com a Peregrinação Nacional que decorreu em Fátima a 1 de maio e com a Peregrinação Internacional que decorrerá em Roma de 31 de julho a 3 de agosto.

Do programa destacam-se dois momentos formativos, orientados pelos padres Luís Leal, Diretor do Serviço Nacional de Acólitos e Hélder Gonçalves, do Serviço Diocesano de Acólitos do Funchal.

Para os acólitos mais novos será abordado o tema “São Francisco Marto, exemplo para o acólito e construtor da Paz” e para os mais velhos o Pe. Luís Leal orientará os trabalhos no sentido de formar formadores de outros acólitos com questões mais práticas.

A ilha anfitriã da Peregrinação oferecerá ainda aos participantes um espetáculo de dança e à noite, antes de um momento de oração pela paz na praia, serão exibidos dois filmes na linha da temática da paz.

Amanhã, depois da oração da manhã, os participantes farão um passeio pela ilha e o encontro encerrará com a celebração da Eucaristia votiva em favor da Paz.

Os trabalhos, coordenados pela Comissão Diocesana de Acólitos, do Serviço Diocesano de Liturgia, presidida pelo Pe. Marco Sérgio Tavares, decorrem na Vila da Praia (Santa Cruz da Graciosa) e contam com uma equipa organizadora local de jovens acólitos,  pastoral juvenil da ilha, orientados pelo Pe. Carlos Santo.

O bispo diocesano, D. João lavrador, enviou uma mensagem para o encontr de acólitos sublinhando a proximidade dos servidores do altar, como são os acólitos, com Jesus.

“Vós estais muito perto de Jesus Cristo que se torna presente na Eucaristia à qual vós servis como acólitos. Este privilégio é também um apelo constante para descobrires cada vez mais a Jesus de Nazaré que nos acompanha continuamente e nos convida a segui-Lo” refere  D. João lavrador na mensagem.

“A peregrinação é tempo de encontro com Jesus e de uns com os outros; tempo de convívio, de partilha na alegria e na amizade; tempo para nos deixarmos tocar pelo amor de Cristo e de nos comprometermos por participar mais ativamente nas nossas comunidades cristãs e nos locais do nosso convívio, na escola e na família” sublinha ainda o bispo de Angra.

“A partir de Jesus Cristo somos convidados a promover uma comunidade onde se viva a paz. Por isso, é muito oportuno o lema desta peregrinação «Eu sou da Paz». Na verdade, quem se encontra com Jesus Cristo vive a paz tão profundamente que se torna em promotor da paz junto das pessoas com quem convive” conclui o prelado que qualifica esta peregrinação como um  momento de “alegria, de entusiasmo, de jovialidade e de compromisso com Cristo, com a Igreja e com a sociedade”.

O responsável pela Comissão Diocesana de Acólitos, Pe. Marco Sérgio Tavares, em declarações ao Igreja Açores destaca a mobilização e o apoio do Serviço da Pastoral Juvenil da ilha Graciosa que tem se tem “desdobrado para proporcionar um bom acolhimento”.

O sacerdote lembra as dificuldades inerentes a estas deslocações, nomeadamente o custo e a concorrência da oferta nesta altura do ano, com “festivais em todo o lado”, mas mostra-se “satisfeito pelo elevado nível de participação”.

“Temos tido mais de cem jovens todos os anos e como sabe não é fácil garantir apoios para estas iniciativas, desde logo porque são datas que coincidem com uma grande oferta e apelativa para os jovens . O facto deles aderirem é para nós uma fonte de incentivo para continuarmos”, refere o sacerdote que desde há um ano lidera esta recém formada Comissão Diocesana.

Falta mobilizar jovens de Santa Maria e do Corvo, que nunca participaram.

“Temos de encontrar interlocutores. É um desafio” referiu interpelado pelo Sitio Igreja Açores e sublinhando, por outro lado, que será importante haver um trabalho cada vez mais coordenado entre os vários serviços de pastoral que envolvem os jovens de forma a que todos possam beneficiar de acções de formação, como esta, sem atropelos ou sobreposições.

A última peregrinação decorreu na ilha das Flores, por ocasião da ordenação sacerdotal do Pe. Jacob Vasconcelos, em julho de 2017.

As ilhas do Pico, do Faial e de São Miguel também já receberam esta Peregrinação que todos os anos reúne mais jovens oriundos de várias ilhas. Apenas o Corvo nunca participou nesta peregrinação.