Pelo cónego Pe Francisco Dolores*

Bem sabemos que viestes há mais de dois mil anos. Mas também acreditamos que vens todas as vezes que o coração de cada um de nós se torna no presépio de Belém. Onde possas nascer para nos trazer o sentido da Vida, do Amor, e da Paz.

Esperando no Advento de todos os tempos, Menino Jesus, não são apenas os profetas que te anunciam. Os sinais dos tempos de hoje clamam para que continues a tocar-nos com a Tua bondade e misericórdia infinitas. Por vezes temos a tentação dizer que no mundo nada mudou.

Apesar de muitos se batizarem, continuamos a ver cristãos adormecidos, mais amigos das trevas da noite, do que a plena luz do dia. Mas não faltam as dezenas de milhar de cristãos que são perseguidos pelo seu amor a Jesus e aos irmãos.

Não esqueçamos o que nos mandastes: “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Amor sem fingimentos nem hipocrisias farisaicas. Sem exclusão dos pobres, dos famintos, dos chorosos, dos mansos, dos puros de coração, dos pacíficos, dos que sofrem por amor da justiça.

Vigilantes, para não mergulharmos no mar da indiferença com que milhares de pessoas se afogam no Mediterrâneo dos refugiados. Ou no armamento bélico, que destrói milhares de vidas na Síria ou em mil outros recantos do globo, para sustentar uma industria de ódio e não de Amor.

Alerta! Que a ilusão das luzes que se acendem não ofusquem o choro da criança não nascida ou abandonada. Ou do velhinho a quem as forças faltam. Nem os irmãos e vizinhos a quem tudo falta. Um sorriso de Maria, Mãe de Deus e Nossa Mãe para todos os que procuram o Menino Jesus.

A Imaculada Conceição seja porto de abrigo para todas as crianças, pequenas e crescidas, órfãos do amor. Menino Jesus vem depressa!

 

*Reitor do Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Angra do Heroísmo

(O título do artigo é da responsabilidade do Sítio Igreja Açores)