
O Papa apelou hoje, no Vaticano, à proteção de quem é obrigado a deixar a sua terra, assinalando os 75 anos da Convenção sobre os Refugiados.
“Ninguém pode negar proteção e segurança àqueles que procuram proteção”, disse Leão XIV, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do ângelus.
Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o pontífice evocou a celebração do Dia Mundial do Refugiado (20 de junho), instituído pela ONU, e sublinhou a importância da convenção sobre o seu estatuto, “criada para proteger aqueles que são perseguidos e forçados a abandonar o seu país, lar e família”.
“Espero que o espírito que inspirou o desenvolvimento deste importante instrumento internacional continue a iluminar a consciência dos líderes nacionais de hoje”, pediu o Papa.
Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), 117,8 milhões de pessoas encontravam-se deslocadas à força no final de 2025.
“Exorto também todos a acolherem aqueles que são vítimas de perseguição, para que possam viver em paz, com dignidade, e olhar para o futuro com esperança.”
Papa alerta para perseguições contra cristãos, pedindo resistência pacífica

“Hoje também é um desafio permanecer fiéis aos ensinamentos de Jesus e anunciar a sua Palavra: responder ao ódio com amor, à arrogância com mansidão, ao desânimo com perseverança”, desafiou Leão XIV, falando desde a janela do apartamento pontifício, antes da oração do ângelus.
A intervenção dominical destacou que as primeiras comunidades cristãs “tinham de enfrentar hostilidades e perseguições, tal como ainda hoje acontece a tantos cristãos em vários lugares do mundo”.
Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o Papa evocou a hostilidade enfrentada por várias comunidades católicas, convidando todos a confiar em Deus, perante sentimentos de “cansaço” ou “medo”.
“Esta relação dá-nos a força para não desistirmos e para continuarmos a transmitir a todos, em todas as circunstâncias, a sua mensagem de esperança, amor e paz. O mundo tem tanta necessidade disso”, indicou.
Leão XIV propôs a adoção de momentos de “quietude” no meio das exigências diárias.
“Não se deve pensar que a contemplação seja uma experiência exclusiva, reservada a alguns santos ou aos monges e eremitas”, clarificou.
“Isto torna-nos pessoas cada vez mais dotadas de uma fé sólida e consciente e, consequentemente, apóstolos credíveis e livres, homens e mulheres capazes de refletir a luz do Evangelho em todos os ambientes e em todas as situações da vida”.
Leão XIV destacou que o anúncio do Evangelho é, “antes de mais nada, a partilha de um encontro pessoal com Jesus, único para cada um”.
O Papa encerrou a sua reflexão com um convite à oração: “Que a Virgem Maria nos ajude a ser discípulos missionários do Senhor Jesus, cada um segundo a sua vocação”.
(Com Ecclesia e Vatican News)