Sacerdote é o pároco de uma das paróquias com a designação de São José na diocese de Angra (Notícia actualizada)

A igreja católica celebra hoje a memória litúrgica de São José, data em que se assinala o Dia do Pai e, para o Pe. Duarte Melo, o sacerdote que lidera uma das paróquias com a designação de São José, destaca que nesta data o importante é lembrar que o mundo precisa de “pais presentes e com coração”.

“O maior desafio que se coloca aos pais é a presença e o coração. O  mundo de hoje é muito agreste e a lógica  mundana é a  do sucesso e a da astucia . Há que educar para outros valores: inteireza, responsabilidade, honestidade, fidelidade, integridade, obediência… estes são os valores que devem nortear a nova ordem social”, refere o sacerdote.

Para o Pe. Duarte Melo o papel dos pais “é fundamental” seja na educação em geral seja na transmissão da fé.

“Este apelo é urgente: os pais têm de estar presentes e de educar. Isso exige paciência; não é tarefa só deles mas é também deles pois a presença do pai no crescimento dos filhos é fundamental para a construção da sua personalidade”, acrescenta.

Numa entrevista ao Igreja Açores sobre o Dia do Pai, o sacerdote lembra a figura de São José enquanto patrono universal da Igreja.

“O Evangelho não fala dele mas a sua presença e a sua atitude são determinantes na família de Nazaré” diz o sacerdote, lembrando a humildade e a inteireza como características fundamentais.

“São José é um homem simples e de silêncios. Celebrá-lo é entrarmos neste mistério que se vai revelando através de uma presença afetuosa. São José é o justo, soube escolher a melhor parte, soube fazer o discernimento e como crentes devemos tê-lo como modelo protetor, na vida e na morte”, referiu ainda.

A paróquia que, durante o fim de semana viveu vários momentos celebrativos do dia do Pai, com os alunos da catequese e famílias, por exemplo, é uma das mais antigas dos Açores e também uma das mais citadinas, fazendo parte das três paróquias do coração da cidade de Ponta Delgada.

Atualmente com três mil paroquianos, São José enfrenta os problemas que decorrem do seu contexto: mendicidade elevada, a presença de um número considerável de pessoas sem-abrigo e pobreza.

“Esta realidade convida-nos a seguir o exemplo de São José e sermos acolhedores. Ele soube acolher e discernir sobre os desígnios de Deus. Tal como ele temos de acolher e ir ao encontro dos mais pobres e dos mais frágeis” adiantou o Pe. Duarte Melo lembrando que  “São José deixou uma gramática própria da simplicidade que temos de seguir”.

Por isso, “Na igreja e nas questões ardentes da vida, este dia ajuda a refletir o valor da paternidade e de uma paternidade responsável” disse o sacerdote destacando que “refletir sobre São José é sublinhar a importância da necessidade de um mundo mais fraterno”.

Esta segunda feira, a paróquia celebra a Missa do Dia do Pai às 18h30 com um pequeno recital de órgão.

São José é um dos santos mais populares no mundo. É o protetor da Igreja Católica e padroeiro dos trabalhadores e das famílias. A história sagrada apresenta José como sendo um homem humilde, justo e, de profissão, carpinteiro.

Era descendente do rei David, viveu na Nazaré, na Galileia, e é apresentado pelos evangelistas Mateus e Lucas como o esposo de Maria, a Mãe de Jesus. Não sabemos muita coisa da vida deste homem.

José aparece nos episódios que marcaram a infância de Jesus, desde a gruta de Belém até na fuga para o Egito, para terminar na longa viagem de volta a Nazaré.

Encontramos novamente José em Jerusalém, quando o menino Jesus, com 12 anos de idade, explicava a lei divina aos doutores e sábios no templo.

Em 1621, Gregório XV declarou de preceito a festa litúrgica deste dia.

Pio IX elegeu são José padroeiro da Igreja, e os papas sucessivos o enriqueceram de outros títulos, instituindo uma segunda comemoração no dia 1º de maio, ligada a seu modesto e nobre ofício de artesão.

(Noticia corrigida  às 9h30 do dia 19 de março)