D. José Cordeiro presidiu a peregrinação nacional em Fátima. III Peregrinação regional será em julho

O presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade afirmou que “servir ao altar é servir Cristo” que está presente em todas as realidades.

“Servir ao altar é servir a Cristo e aos irmãos, não só na celebração litúrgica, mas na liturgia da vida de cada dia. Servi a Cristo na Família, na Paróquia, na Escola, nos mais pobres, nos mais idosos, nos doentes, ou melhor a todos os que precisarem de vós”, explicou D. José Cordeiro nos participantes da peregrinação anual nacional que acaba de realizar-se em Fátima.

O bispo de Bragança-Miranda disse que os vários “ministérios operantes” numa celebração “não são funções de poder” mas de “diaconia”, de serviço, que deriva do sacerdócio de Cristo, para o bem do povo.

“O sacramento do Altar leva-nos ao sacramento do irmão, isto é, a Missa leva à Missão. Nunca esqueçamos que existe uma relação íntima entre o rito e a vida, para que possamos viver em Cristo”, desenvolveu o presidente da Comissão Episcopal da liturgia e Espiritualidade.

O prelado desafiou os jovens a escutar Deus “no silêncio do coração” e a ter coragem de ser felizes.

“Da peregrinação à conversão do coração, reaprendamos o sentido da comunicação na liturgia, que acontece de modo eloquente nos ritos e nas orações e, sobretudo, no silêncio orante”, assinalou.

D. José Cordeiro recordou o patrono dos acólitos portugueses, o Beato Francisco Marto, que “experimentou Deus na simplicidade do coração” e “traduziu” o sentido da liturgia.

“Fazer aquele pouco que depende de mim é o contributo positivo que cada um pode oferecer à comunhão e à unidade da Igreja. A verdade está no coração de quem sabe amar e servir”, acrescentou.

Nos Açores, a III peregrinação anual diocesana realiza-se no próximo mês de julho, de 15 a 16, no Faial.

Este ano, a peregrinação conta já com inscrições das ilhas do Faial, Pico, São Jorge, Terceira e São Miguel e os organizadores esperam que “o número de participantes possa crescer como tem vindo a acontecer”.

“A nossa intenção é que a realidade diocesana, que é dispersa, possa ser retratada neste encontro onde participe um grande número de ouvidorias”, disse o Pe Marco Luciano.

“Temos esta graça e temos de a aproveitar, porque os acólitos são muito importantes, sublinha o sacerdote lembrando que “é através da liturgia e da vivência da Fé que se despertam vocações dentro da igreja”.

“Isto é muito importante e é válido para rapazes e raparigas pois todos nós somos chamados a viver um papel na igreja e, o acólito, sendo um ministrante, que está ao serviço tem de perceber efetivamente qual é a sua missão”.

Esta terceira peregrinação vai ter lugar no Faial e as paróquias envolvidas já estão a trabalhar no terreno. O ano passado a peregrinação aconteceu nos Mosteiros, em São Miguel.

Uma centena de jovens, entre os 10 e os 30 anos, participou no II Encontro Diocesano de Acólitos, em Agosto.

O encontro de “formação” teve como tema central a vivência da Alegria do Evangelho, na sequência das propostas feitas pelo Papa Francisco na Exortação Apostólica do inicio do pontificado, e foi ministrada pelo Diretor do Serviço Diocesano para a Liturgia, Pe Marco Luciano e pelo pároco dos Mosteiros, Pe Marco Sérgio Tavares.

O primeiro encontro tinha decorrido no Pico. O facto da Diocese de Angra ser geograficamente dispersa “implica que tenhamos de fazer este esforço de formação continua levando-a a cada uma das ilhas pois as deslocações ainda têm um custo elevado”, remata o responsável diocesano pela pastoral litúrgica.