Por Renato Moura

Tornaram-se frequentes, nos últimos anos, os convívios na quadra natalícia. Têm sido promovidos por serviços públicos, empresas e instituições de índole variada e a propósito de uma refeição reúnem trabalhadores, dirigentes e respectivos familiares.

A escolha desta época tem muito a ver com o ambiente de religiosidade ligado à festividade do nascimento de Jesus, bem como à tolerância e solidariedade sobretudo com os mais necessitados. É muito significativo constatar que este espírito religioso impregna os cristãos e também tantos outros.

Sob o pretexto da crise ou de outros porventura ainda menos justificáveis, alguns dos convívios que que se tinham tornado habituais, deixaram de se realizar. Creio que essas decisões foram muito pouco ponderadas e trouxeram mais prejuízos do que resultados.

Esses encontros de trabalhadores de variados níveis de uma mesma organização, seja ela de que natureza for, neles se incluindo os respectivos dirigentes ou empresários – que sendo remunerados ou não, também são trabalhadores – são uma oportunidade óptima para gerar amizade, para aplanar divergências e para reforçar projectos. Tenha-se sempre presente que quem trabalha passa a maior parte do seu dia no contexto dessa relação.

Evidentemente que para se atingirem bons resultados, se tem de promover a igualdade entre todos os convivas e por isso não têm sentido as segregações hierárquicas. O mais alto dirigente tem de sentar-se à mesa do mais modesto trabalhador, pois que todos são pessoas com igual dignidade humana e a promoção do respeito mútuo é também um investimento para a felicidade no trabalho e para a promoção do sucesso na concretização dos projectos, sejam eles de natureza pública, institucional ou privada.

As famílias são essenciais para o sucesso e alegria dos que trabalham empenhadamente, seja qual for o seu grau de responsabilidade. Também por isso é importante que participem e se integrem no espírito da organização a que pertencem os membros do seu agregado. O conhecimento gera solidariedade e pelo menos envolvimento emocional.

Os custos realizados com esses convívios não são um gasto, mas um investimento.

Assim sendo, os responsáveis pelos planos e orçamentos, sejam eles públicos ou privados, com especial dever para aqueles a quem Deus concedeu maiores dons humanos ou materiais, principalmente quando têm por função promover os valores sociais, devem garantir meios para que se realizem estes convívios. Honrando o Natal, dignificando as pessoas, desenvolvendo as organizações.