Entrevistas a crentes e não crentes que fazem do evangelho um desafio de vida. Primeira entrevista é com o padre Paulo Borges, no dia em que a Igreja celebra o Dia Mundial do Doente

O Sítio Online Igreja Açores inicia esta quinta-feira uma nova rubrica semanal “Palavras que abrem caminho”, que visa trazer ao conhecimento histórias de vida e de ação, opiniões e pontos de vista à cerca da Igreja e do mundo.

A conversa, em jeito de entrevista, gravada na plataforma digital zoom procura alargar o reconhecimento público de histórias de pessoas, mais ou menos participativas na vida da Igreja, mas que têm sempre o evangelho por perto, procurando cumprir esse desejo de fazer o bem, ao jeito de Jesus.

Estas conversas semanais podem ser mais ou menos datas, até em função do próprio calendário da acção pastoral da Igreja.

A primeira conversa é com o Padre Paulo Borges, capelão do Hospital do Divino Espirito Santo, de Ponta Delgada, e diretor da Comissão Diocesana da Pastoral da Saúde.

Durante meia hora, o sacerdote fala da pandemia, do esforço dos profissionais de saúde, dos recursos humanos e técnicos no combate a esta doença e a todas as questões de saúde e da Eutanásia.

O padre Paulo Borges é Vigário Paroquial da Igreja Matriz de Vila Franca do Campo, uma das ouvidorias que tem tido as celebrações com assembleia suspensas devido ao elevado número de casos, particularmente numa das suas paróquias, Ponta Garça, que chegou a estar com uma cerca sanitária imposta pelas autoridades.

“Eu acho que as pessoas estão demasiado mortas para viver e demasiado vivas para morrer”, isto é, “as pessoas querem fazer a sua vida normal dentro desta nova normalidade, com o respeito pelas orientações da saúde”, mas ” a esmagadora maioria das pessoas vive com uma profunda tristeza.”, refere.

“O que adoeceu não foi o medo da morte, mas a dor de não poder viver: pessoas confinadas em casas pequenas sem quintais, as famílias que vivem um dia, dois dias, um mês sempre com as mesmas pessoas que se atropelam até para chegar à cozinha… é muito complicado”, sublinha ao destacar que esta pandemia além de virar uma página na história pode vir a desenhar um novo paradigma do ser humano.

“Estamos a virar uma página na história; há de tudo um pouco…Na minha maneira de ver está a desenhar-se um novo paradigma do ser humano que está a ser `feito´ na crista da onde de uma nova página.” onde “o conceito de ser humano não será o mesmo” e a ” a questão de Deus colocar-se-á de uma maneira diferente”.

A conversa pode ser ouvida na íntegra aqui no Sítio Igreja Açores esta quinta feira, no Dia Mundial do Doente. O sacerdote aborda ainda a Mensagem do Papa Francisco para este dia.