Francisco encontrou-se hoje com 80 mil escuteiros de toda a Itália

O Papa recebeu hoje no Vaticano cerca de 80 mil escuteiros vindos dos mais diversos pontos de Itália, destacando-os como um “bem precioso da Igreja” e enaltecendo o contributo que o escutismo dá às famílias.

“Vocês oferecem um apoio importante à missão das famílias na educação das suas crianças, adolescentes e jovens. Os pais confiam-nos a vós porque acreditam na generosidade e sabedoria do método escutista, baseado nos grandes valores humanos, no contacto com a natureza, com a religião e a fé em Deus”, disse Francisco aos dirigentes e guias, na Praça de São Pedro.

A audiência com o Papa argentino teve como pano de fundo o lançamento da sua nova encíclica, sobre o tema da Ecologia, que tem publicação marcada para18 de junho.

Perto de 1600 agrupamentos peregrinaram até Roma, chegando de autocarro, de comboio e de avião, para mostrarem a Francisco o seu carinho e que estão com ele na missão de transformar a Igreja e o mundo.

Na sua intervenção, o Papa argentino enalteceu “um método que educa para a liberdade na responsabilidade” e recordou a importância de investir “na espiritualidade e na fé, fundamentais para um crescimento equilibrado e pleno de cada pessoa”.

Sobre a AGESCI, a Associação de Guias e Escuteiros Católicos Italianos, Francisco elogiou a aposta que o organismo tem feito na formação dos seus líderes, ao nível da mensagem do Evangelho.

“Que não sejam apenas iniciativas esporádicas, mas que façam parte de um projeto de formação contínua e essencial, profundamente enraizado no tecido associativo, como convite à abertura à Palavra de Deus e à mudança de vida”, exortou.

O Papa mostrou-se certo de que, através da sua missão, os escuteiros podem “mostrar à Igreja novas formas de evangelização e de comunicar com a sociedade”.

“Façam pontes, façam pontes numa sociedade onde o habitual é fazer muros”, incentivou.

Francisco concluiu a sua mensagem pedindo aos escuteiros que sejam sempre participativos da missão das suas igrejas e paróquias, colaborando com os seus bispos e sacerdotes, com os educadores cristãos e membros de outras associações eclesiais, e rejeitem ser presença meramente “decorativa” nas missas de domingo ou em outros acontecimentos de maior magnitude.