O Papa recordou hoje no Vaticano a celebração litúrgica de (316-397), bispo de Tours (França) e antigo militar, famoso pela atenção aos pobres, simbolizada na imagem da capa cortada ao meio, para abrigar um pedinte.

“A liturgia celebra hoje Este grande pastor da Igreja antiga distinguiu-se pela sua caridade evangélica para com os pobres e marginalizados”, disse, no final da audiência geral, com transmissão online a partir da biblioteca do Palácio Apostólico.

“Que o seu exemplo nos ensine a todos a ser cada vez mais corajosos na fé e generosos na caridade”, acrescentou.

São Martinho nasceu no seio de uma família pagã na Panónia, atual Hungria, e foi orientado pelo pai para a carreira militar, mas ainda adolescente inscreveu-se entre os catecúmenos para se preparar para o Batismo.

Tendo-se despedido do serviço militar, foi a Poitiers, na França, para junto de santo Hilário, bispo que o ordenou diácono e padre.

Martinho escolheu a vida monástica e deu origem, com alguns discípulos, ao mais antigo mosteiro conhecido na Europa, em Ligugé.

Cerca de dez anos mais tarde, os cristãos de Tours aclamaram-no como seu bispo, cargo que o santo ocupou até à sua morte.

Em Portugal, é célebre a expressão ‘verão de São Martinho’, aplicada a três dias de sol e calor no meio do outono, tidos como recompensa ao então soldado romano por ter repartido o seu agasalho com um pobre.

A esta data associa-se também a celebração do Magusto, uma festa popular com castanhas e água-pé.

“Quando era ainda jovem soldado [São Martinho], encontrou na estrada um pobre entorpecido e trémulo de frio. Pegou no seu manto e, cortando-o em dois com a espada, deu metade àquele homem. Nessa noite apareceu-lhe Jesus em sonho, sorridente, envolvido naquele mesmo manto”, relatou Bento XVI, Papa emérito, na catequese que dedicou a este santo, em 2007, apresentando-o como exemplo de “caridade fraterna”.

(Com Ecclesia)