Iniciativa decorre a partir desta sexta-feira, em Ponta Delgada

O Comité Diocesano da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa 2023 da diocese de Angra vai ser o anfitreão da reunião que a partir desta sexta-feira até domingo decorre em Ponta Delgada, reunindo todos os responsáveis diocesanos e a organização nacional.

Este encontro insere-se na dinâmica dos encontros mensais que são mantidos entre estas duas estruturas- Comités diocesanos e Comité Local Organizador (estrutura nacional)- que preparam, cada qual no seu âmbito específico, a Jornada Mundial da Juventude, convocada pelo Papa Francisco para a cidade de Lisboa, no Verão de 2023.

“Estes encontros servem para preparar este que é o maior evento da Igreja Católica em todo o mundo, a Jornada Mundial da Juventude que, em cada uma das suas edições, reúne milhões de jovens de todo o mundo” sublinha uma nota enviada ao Sítio Igreja Açores, pelo responsável diocesano, padre Norberto Brum.

Neste encontro participa a quase totalidade dos Comités Diocesanos de Portugal e grande parte da equipa do Comité Organizador Local (COL), aproximadamente 60 pessoas.

Também participa neste encontro o Bispo de Angra, D. João Lavrador,  para além de D. Américo Aguiar, Bispo Auxiliar de Lisboa e presidente da Fundação JMJ – Lisboa 2023.

O COL é a estrutura Local que, em comunhão e colaboração com a Santa Sé, organiza a Jornada Mundial, neste caso, a Diocese de Lisboa que é a Diocese que acolhe a Jornada.

Os COD’S (Comités Organizadores Diocesanos) são as estruturas que, em cada uma das Diocese de Portugal, em colaboração com o COL, dinamizam a preparação e vivência dos jovens da respetiva Diocese na JMJ.

A reunião principal acontecerá no Sábado, dia 18, pelas 9h30,  no Auditório do Centro Pastoral Pio XII.

“A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é um encontro dos jovens de todo o mundo com o Papa. É, simultaneamente, uma peregrinação, uma festa da juventude, uma expressão da Igreja universal e um momento forte de evangelização do mundo juvenil. Apresenta-se como um convite a uma geração determinada em construir um mundo mais justo e solidário. Com uma identidade claramente católica, é aberta a todos, quer estejam mais próximos ou mais distantes da Igreja” refere ainda a nota.

Acontece todos os anos a nível diocesano, até agora por altura do Domingo de Ramos e a partir de 2020 no Domingo de Cristo Rei. A cada dois, três ou quatro anos ocorre como um encontro internacional, numa cidade escolhida pelo Papa, sempre com a sua presença. Reúne milhares de jovens para celebrar a fé e a pertença à Igreja.

Desde a primeira edição, que se realizou na cidade de Roma em 1986, a Jornada Mundial da Juventude tem-se evidenciado como um laboratório de fé, um lugar de nascimento de vocações ao matrimónio e à vida Consagrada e um instrumento de evangelização e transformação da Igreja.

Ao longo de uma semana, os jovens provenientes de todo o mundo são acolhidos, na sua maioria, em instalações públicas (ginásios, escolas, pavilhões…) e paroquiais ou em casas de famílias. Além dos momentos de oração, partilha e lazer, os jovens inscritos participam em várias iniciativas organizadas pela equipa da JMJ, em diferentes locais da cidade que a acolhe. Os pontos altos são as celebrações (atos centrais) que contam com a presença do Papa, tais como a cerimónia de acolhimento e abertura, a via-sacra, a vigília e, no último dia, a missa de envio.

O local onde se realiza a Jornada vai alternando, mudando de cidade, a cada edição. É o Papa quem escolhe a diocese que irá acolher cada JMJ, cabendo a esta a organização do evento, sempre em estreita colaboração com a Santa Sé, mais concretamente com o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. É também o Santo Padre quem escolhe o tema da JMJ e o apresenta através de uma mensagem escrita para o efeito, orientando o caminho de preparação e a vivência da própria Jornada.

A edição em 2023 é organizada pelo Patriarcado de Lisboa.