A procissão penitencial sairia no próximo domingo percorrendo as principais artérias do coração de Angra do Heroísmo

A procissão dos Passos organizada pela Irmandade de Santa Cruz e Passos, com sede na Igreja do Colégio, não sairá à rua este ano devido às regras impostas e definidas pela Igreja neste contexto de pandemia.

De acordo com uma noticia avançada pelo Diário Insular, citando uma nota enviada ao jornal pelo Cónego João Maria Mendes, Reitor desta Igreja, a “Procissão foi cancelada bem como o pagamento das pautas”. No entanto, no próximo domingo, altura em que a procissão sairia à rua serão abertos dois Passos fixos.

“Como símbolo deste piedoso ato que todos os anos ocorre nesta cidade de Angra, a mesa da irmandade abrirá os dois passos fixos que existem na Rua do Palácio e na Carreira dos cavalos, onde ficarão expostas duas gravuras que recordam os passos de Jesus Cristo na sua vida dolorosa a caminho do calvário onde foi crucificado pela salvação de toda a humanidade” refere o jornal citando o Cónego João Maria Mendes.

As procissões de Passos são comuns nos Açores sendo particularmente relevantes nas paróquias e ouvidorias onde existem fraternidades franciscanas ainda ativas, como é o caso da Horta ou da Ribeira Grande, para além de Angra.

As procissões de Passos, que representam o flagelo infligido a Jesus, preso na Cruz,  foram trazidas para os Açores pelos seus primeiros povoadores, vindos do continente, onde eram manifestações litúrgicas e populares de fé, entre o Século XIV e XVIII, em muitas das cidades e vilas.

Dos Açores foram levadas para o Brasil, onde, ainda hoje são das maiores manifestações religiosas em Florianópolis (Santa Catarina) e Olinda (Rio Grande do Sul).

A imagem do Senhor dos Passos, normalmente de tamanho natural, representa Jesus, sob o madeiro, numa das quedas a Caminho do Calvário, como que a prevenir as quedas da vida.