Francisco aprovou estatutos da nova Comissão Pontifícia para o setor

O Vaticano publicou hoje os estatutos da Comissão Pontifícia para a Proteção dos Menores, criada pelo Papa, com a qual Francisco quer reforçar a atenção dada a este setor pela Igreja Católica.

“A proteção dos menores é de importância prioritária. A missão da comissão é propor iniciativas ao romano pontífice [Papa], a fim de promover a responsabilidade das Igrejas particulares na proteção de todos os menores e dos adultos vulneráveis”, refere o texto.

A sala de imprensa da Santa Sé divulgou ainda o quirógrafo com que o Papa criou oficialmente a Comissão, em março de 2014, reconhecendo que “factos dolorosos impuseram um profundo exame de consciência por parte da Igreja”.

“Juntamente com o pedido de perdão às vítimas e à sociedade pelo mal causado, [os factos] levaram a promover com firmeza iniciativas de vários géneros com o objetivo de reparar o dano, fazer justiça e prevenir, com todos os meios possíveis, a repetição de episódios semelhantes”, precisa Francisco.

Os estatutos da comissão presidida pelo cardeal Sean O’Malley vão ser implementados a título experimental nos próximos três anos.

O organismo tem uma função consultiva e pode ser composto por 18 membros, no máximo, nomeados pelo Papa.

Segundo os estatutos da comissão, os seus membros “são escolhidos entre pessoas de boa e comprovada fama, para além de reconhecida competência nos vários setores que interessam à atividade que lhe foi confiada”.

 

Esta comissão integra leigos e membros do clero, incluindo duas vítimas de abusos, e pretende ter uma “ampla representação das diversas situações e culturas”.

Em fevereiro deste ano, o Papa Francisco afirmou que a Igreja Católica tem de fazer todos os possíveis para erradicar a “chaga” dos abusos sexuais sobre menores, numa carta enviada às Conferências Episcopais e institutos religiosos de todo o mundo.

“É preciso continuar a fazer todos os possíveis para erradicar da Igreja a chaga dos abusos sexuais sobre menores e abrir um caminho de reconciliação e de cura em favor dos que foram abusados”, refere a missiva.

CR/Ecclesia