Quinzena terminou ontem na diocese de Angra.

Os frutos da pastoral vocacional, particularmente intensificada durante a quinzena vocacional que acaba de terminar na diocese de Angra, só serão conhecidos quando chegar a altura das novas matrículas no Seminário Episcopal de Angra, disse esta segunda feira ao Portal da Diocese o Reitor, Pe Hélder Miranda Alexandre.

 

“Para nós internamente foi um bom momento pois as várias iniciativas como a vigília na Ribeirinha, na ilha terceira, que registou uma enorme adesão, as ordenações diaconais e as instituições de dois seminaristas deram ânimo aos recém chegados que nesta caminhada têm sempre altos e baixos”, sublinhou o reitor quelembra, no entanto, “que ainda é cedo para fazer balanços”.

 

Este ano, o Bispo de Angra e o próprio Reitor do Seminário fizeram um apelo direto às famílias no sentido de estimularem e incentivarem as vocações e, no Colégio de Santa Clara, por exemplo, foi feita uma estampa para distribuir por todos os alunos.

 

Um pedido que se estendeu também a todo o clero, de forma a que a rede de animação vocacional se estenda a toda a diocese “sem que ninguém se possa demitir”.

 

“Há um enorme empenho dos sacerdotes, sobretudo dos mais novos, em levar jovens para o Seminário. A proximidade e a ligação à casa despertam neles este sentimento”, reconhece o Reitor que não esconde alguma tristeza pelo facto do clero mais velho “ser mais indiferente e mais frio” neste ´recrutamento`.

 

“É óbvio que isso me causa alguma perplexidade”, diz o responsável pelo Seminário Episcopal de Angra que, no entanto, está otimista quanto ao futuro da instituição, nomeadamente naquilo que é o seu contributo para a renovação do clero.

 

Atualmente a média etária do clero açoriano ronda os 55,6 anos e entre os 159 sacerdotes diocesanos 50 foram ordenados pelo Bispo de Angra, D. António de Sousa Braga, nos seus 17 anos de episcopado.

 

Há 16 seminaristas em Angra: 9 no Sexénio Teológico e 7 no Ano Propedêutico. Os do Propedêutico são todos de S. Miguel. Os do Sexénio distribuem-se pelas ilhas de S. Miguel(3), do Faial(2), da Terceira(1), da Graciosa(1), do Pico(1) e das Flores(1).

 

“Há ilhas que, há anos, não dão um seminarista. Se queremos o Seminário, trabalhemos por ele”, reforçou o responsável pela Igreja Católica nos Açores na mensagem para a Quinzena Vocacional, apelando também à generosidade dos Açorianos nos contributos materiais que possam fazer para ajudar a manter o Seminário.