A joia que integra o Tesouro saiu esta terça feira do Convento da Esperança escoltada, como estava previsto, depois de ser devidamente fotografada.

O Resplendor do Senhor Santo Cristo dos Milagres, a joia mais emblemática do tesouro composto por cinco peças, já se encontra fora da Região, a caminho da exposição Esplendor e Gloria, que se realiza no Museu Nacional de Arte Antiga, onde ficará até ao final do mês de outubro.

A joia saiu do Convento da Esperança esta terça-feira de manhã, depois de devidamente fotografada e de ter sido assinado um termo de responsabilidade, com a hora e data de saída, na presença do Bispo de Angra, tendo sido escoltada por elementos da força de segurança e acompanhada por um elemento do Serviço Diocesano dos Bens Culturais da Igreja e por um técnico do Museu Nacional de Arte Antiga.

“Tudo correu bem, conforme o que estava delineado, com a enorme colaboração das irmãs que zelam pelo Tesouro do Senhor Santo Cristo e agora a joia seguirá o seu rumo normal para integrar a exposição ficando em segurança até a mesma se iniciar”, disse ao Portal da Diocese o responsável diocesano pelo transporte da peça.

D. António de Sousa Braga esteve sempre presente em todos os momentos e acompanhou a peça rumo a Lisboa, conforme tinha sido anunciado pelo comunicado da Diocese de Angra do passado domingo.

No documento, a Diocese confirmava  que o Resplendor do Santo Cristo dos Milagres “está emprestado” temporariamente ao Museu Nacional de Arte Antiga, sublinhando que “estão garantidos todos os requisitos de segurança” na saída da joia dos Açores e à chegada a Lisboa.

“Por ser uma joia de inegável importância estão garantidos todos os requisitos de segurança para o transporte e permanência em exposição”, sublinha  o texto, vincando que a participação do resplendor na exposição deve ser entendida “como um testemunho da importância” da devoção ao Santo Cristo dos Milagres, origem da maior peregrinação religiosa nos Açores e uma das maiores do país.

“A diocese entende que o resplendor será mensageiro da dignidade da fé açoriana, alicerçada na partilha e na comunhão” e que, por outro lado, a joia, “além da sua dimensão religiosa”, tem também “um valor patrimonial, cultural e histórico que importa partilhar com toda a comunidade humana, seguindo de resto as orientações da Igreja”.

No comunicado, divulgado pelo Portal, a Diocese lembra ainda que “o     verdadeiro Tesouro fica na ilha nas orações, nas lágrimas e nos sorrisos de todos aqueles que olham para o Senhor Santo Cristo, como companheiro de viagem da vida, dando força, coragem e esperança”.