Professor universitário diz que os romeiros têm de ensinar os europeus a rezar

Os Romeiros têm o “enorme” desafio de ensinar “a forma bonita como rezam” a outros cidadãos europeus, disse este domingo Tomaz Dentinho, professor universitário, que foi um dos oradores do retiro organizado pelo Movimento dos Romeiros de São Miguel que se realizou na Ribeira Grande, na ilha de São Miguel.

“A forma de rezar dos Romeiros é tão bonita que deve ser partilhada por esse mundo fora. Os Romeiros de São Miguel são mais do que a ilha e têm muito para dar à Europa e ao mundo”, disse o professor universitário lembrando que atualmente os caminhos que se fazem como Fátima ou Santiago ”estão desvirtuados ou pouco evangelizados”.

“Os caminhos de São Miguel são bonitos mas é preciso evangelizar outros e os romeiros podem e devem fazê-lo. A partilha é também missão”, disse ainda Tomaz Dentinho, também ele romeiro do Rancho de Nossa Senhora da Conceição na ilha Terceira.

“Esta ilha de São Miguel já deu cardeais e patriarcas à igreja agora chegou a vez dos leigos de São Miguel – os Romeiros- poderem evangelizar o mundo através das suas peregrinações”, concluiu.

Para Tomaz Dentinho estas romarias têm especificidades próprias “que mesmo que se façam noutras ilhas nunca será a mesma coisa”.

Sobre a Alegria de Ser Cristão, Tomaz Dentinho como leigo comprometido, casado e com filhos, desafiou todos os que estão nas suas condições para serem missionários em permanência ou seja na sua vida familiar, no trabalho ou nas relações sociais.

“A romaria é uma oportunidade para nos reencontramos connosco e com Nosso Senhor. Foi através da romaria que me descobri como pecador e como posso melhorar, ou seja, como posso ser mais santo e estou certo que na romaria sou mais santo que pecador, então também o posso ser na minha vida do dia a dia. Tenho o dever de o ser”.

Outro dos oradores neste retiro foi o sacerdote Luís Leal, padre na Ameixoeira, em Lisboa, e contramestre do Rancho de São José. Fez uma reflexão sobre a Alegria da Sagrada Escritura, retomando alguns dos episódios em que se experiencia a Alegria do Encontro, do Anúncio, da Redenção ou da Esperança.

Para o sacerdote a “Alegria que nasce do Evangelho só é vivida se a pessoa for livre interiormente e essa alegria leva-nos à ação e à contemplação e acontece nos leigos e nos religiosos”, conclui pedindo a todos os romeiros para “serem alegres no Evangelho” e “contagiar” todos os que estão à volta