Iniciativa tem lugar na noite de Santo António, também conhecido como `Santo Casamenteiro´

Na véspera do dia de Santo António, a 12 de junho, será celebrada às 20h00, na Igreja de Nossa Senhora da Esperança, em Ponta Delgada, uma eucaristia na qual será invocada uma bênção especial para todos os noivos presentes, informa uma nota enviada ao Sítio Igreja Açores.
A iniciativa, integrada no âmbito dos encontros “As sextas no Convento”, promovidos pelos Serviços Diocesano à Juventude, Vocações e Ensino Superior e profissional, pretende dar graças pelo sacramento do matrimónio dos casais que, nos próximos meses, o celebram na ilha de São Miguel.
Recorde-se que Santo António, é envolto em profundas tradições da devoção popular. Santo António de Pádua, também conhecido como Santo António de Lisboa, tornou-se amplamente conhecido como o “santo casamenteiro” e é frequentemente invocado pelos fiéis para ajudar a encontrar objetos perdidos. No entanto, a sua vida e a sua missão deixaram à Igreja um legado muito mais amplo de fé, caridade e ensinamentos evangélicos.
A tradição ligada aos casamentos nasceu de um episódio atribuído ao santo. Conta-se que uma jovem pobre procurou Frei António porque não conseguia casar-se devido às dificuldades financeiras da família. Na época, o matrimónio exigia recursos para o dote, as vestes e o enxoval. O religioso abençoou a jovem e pediu que ela confiasse na providência de Deus. Poucos dias depois, segundo a tradição, ela recebeu tudo o que precisava e pôde realizar o casamento.
Além da fama de intercessor das causas matrimoniais, Santo António é considerado patrono das mulheres estéreis, dos pobres, dos viajantes, dos pedreiros, dos padeiros e de muitos outros grupos. A sua profunda caridade para com os necessitados fez surgir a tradicional imagem do santo distribuindo pães aos pobres.
Reconhecido também pela profundidade de sua pregação, Santo António recebeu o título de “Doutor do Evangelho”, sendo declarado doutor da Igreja pela riqueza espiritual e teológica de seus sermões. Séculos depois, o Papa Leão XIII o chamou de “o santo de todo o mundo”, destacando a universalidade de sua devoção e a força de seu testemunho cristão.
