Vila do Porto, em Santa Maria e Água de Pau, em São Miguel,  têm nesta solenidade a festa das suas padroeiras. Este ano devido à pandemia tudo será diferente

A Solenidade da Assunção da Virgem Maria, celebrada em todo o mundo católico, tem como expoentes máximos na diocese de Angra as festas em Vila do Porto, na ilha de Santa Maria e as festas em honra de Nossa Senhora dos Anjos, padroeira da vila de Água de Pau, no concelho da Lagoa, na ilha de São Miguel, este ano adaptadas em função do contexto de pandemia que o país, e a região, atravessam.

Em Santa Maria, esta solenidade coincide com o feriado municipal assim definido por ter sido o dia da descoberta da ilha. A Missa será às 11h00 na Igreja Matriz de Vila do Porto. Fora desta solenidade mas integrado neste contexto de festa, Santa Maria celebra amanhã, na Igreja do Santo Espirito, as bodas de ouro sacerdotais do bispo emérito de Angra, D. António de Sousa Braga e do padre mariense do Sagrado Coração de Jesus, João Chaves Bairos.

Em São Miguel, a missa solene em honra de Nossa Senhora dos Anjos, às 11h00, decorrerá no adro da Igreja paroquial de Água de Pau.

“Será um momento único que acalentamos com carinho e grande esperança” refere o pároco, padre João Furtado, numa carta enviada a todos os paroquianos onde anuncia que devido à pandemia a festa “em todo o seu esplendor foi cancelada”.

Como não será possível realizar a habitual procissão, na qual saem regularmente 14 andores, enfeitados pelas famílias da comunidade, e a imagem da Senhora dos Anjos, que vai recebendo ofertas em dinheiro, atirado em argolas, decoradas com flores, que são enfiadas no braço da imagem que está erguido na vertical, a igreja estará aberta para que a imagem possa ser venerada.

Ainda em São Miguel há, neste dia, mais duas festas em honra das padroeiras: na Fajã de Baixo, em Ponta Delgada, honra-se Nossa Senhora dos Anjos, com missa e na Ajuda da Bretanha, também em Ponta Delgada, mas na Ouvidoria das Capelas, honra-se Nossa Senhora da Ajuda. Às 20h00 de dia 14, é celebrada a Eucaristia e no dia 15, às 11h30, a Missa será campal devido à necessidade de garantir em segurança a presença do maior número de fieis. À tarde, a partir das 18h00, em vez da procissão a imagem percorrerá as várias artérias da freguesia.

Também na ilha Terceira há três paróquias que este sábado acolhem a festa da padroeira: Nossa Senhora da Guadalupe, na Agualva; Nossa Senhora das Mercês na Feteira e Nossa Senhora do Pilar, nas Cinco Ribeiras. Também no Faial, a Praia do Almoxarife recebe a festa de Nossa Senhora da Graça. Nas Flores e no Corvo a Solenidade assume um cariz importante com a festa de Nossa Senhora dos Milagres.

A importância do culto a Nossa Senhora, por parte dos católicos, reside na convicção de que  Maria tem uma “missão de intercessão e salvação”, pois  “Nossa Senhora ao ser assunta ao Céu fica mais próxima de seus filhos aqui na terra, intercedendo por eles junto a Jesus, e torna-se um sinal luminoso da vida futura que esperamos” como  referiu  a seu tempo o papa emérito  Bento XVI.

Este ano a igreja celebra o 70º aniversário da definição solene do Dogma da Assunção de Nossa Senhora em Corpo e Alma ao Céu (Constituição Apostólica “Munificentissimus Deus”, 1 de Novembro de 1950).

Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”

Definição solene do dogma da assunção de Nossa Senhora em corpo e alma.
Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, promulgada pelo Papa Pio XII, a 1 de novembro de 1950