Mensagem de Natal desafia a «humanizar o mundo»

A LOC/MTC – Movimento de Trabalhadores Cristãos alerta na sua mensagem de Natal deste ano para a necessidade de ter “compaixão com o sofrimento de cada um” e em comunidade “ver o que faz falta para humanizar o mundo”.

“Nesta sociedade onde vivem tantas pessoas atropeladas na sua dignidade, amachucadas no seu local de trabalho, retiradas à força do seu ambiente e da sua cultura, escravas das máquinas do nosso tempo, só uma montanha de ternura e afeto pode curar tais feridas”, refere a organização católica.

A mensagem de Natal, enviada hoje à Agência ECCLESIA, destaca que como cristãos e cidadãos deve haver preocupação com os outros.

“Ter compaixão com o sofrimento de cada um, sair do nosso mundo pessoal para, em comunidade, ver o que faz falta para humanizar o mundo”, acrescenta.

O movimento de trabalhadores cristãos recorda que o atentado terrorista na cidade de Paris (França), a 13 de novembro, fez com que a ’cidade das luzes’ visse-se “coberta de sombras” e alerta que noutras cidades e aldeias do mundo “as sombras da guerra continuam” mas “muitas não passam na televisão”.

A LOC/MTC contextualiza que com as guerras chegam os refugiados e “muitas interrogações” que se juntam às “interrogações de vida” de outros homens e mulheres “sofridos, mergulhados no desemprego, na precariedade, na incerteza permanente, na desestruturação da vida familiar, na violência doméstica, na pobreza”.

Neste contexto, os trabalhadores cristãos adiantam que vão “privilegiar” o encontro com as pessoas “em relação às redes sociais e às mensagens de conveniência” assumindo os riscos desses encontros pessoais.

Na mensagem de Natal ‘Uma montanha de ternura’ (EG 286), a LOC/MTC afirma que a necessidade de “lutar pela dignidade de todas as pessoas”, especialmente do mundo do trabalho, “acolhendo, abraçando, cuidando e acompanhando”.

CR/Ecclesia