O vigário geral da ciodese, em 1991, sublinha o rigor e o detalhe da preparação da visita de João Paulo II.

A preparação da visita do papa João Paulo II foi bastante complexa e complicada, mas a expetativa da visita tão especial e única ultrapassou todas as dificuldades, contingências e obstáculos.

A visita foi programada na sua globalidade por uma delegação do Vaticano que chegou até nós uns dias antes. A partir daí, começaram as reuniões com os responsáveis e corresponsáveis das várias vertentes a ter em conta assim como um grande conjunto de instituições, entre as quais, câmaras municipais, juntas de freguesia, paróquias, filarmónicas, organismos católicos, grupos corais, escolas, seminário, PSP, polícia de viação, exército, força aérea, marinha, cruz vermelha, hospitais, etc.

Quanto às vertentes a ter em conta e para as quais foram chamadas pessoas responsáveis a formar as respetivas comissões de trabalho recordo a prevenção, segurança, logística, alimentação, transportes, liturgia, construção e preparação dos recintos para as celebrações, programa de cada dia (com horários precisos e rigorosos), mapas de todos os locais, recintos por onde o santo padre iria passar, celebrar, rezar, comer e descansar, até ao ínfimo detalhe.

Foi uma estrutura e uma máquina muito pesada que envolveu muita gente, mas valeu a pena, porque trabalhámos com a alegria e a esperança de vermos de perto o representante de Jesus Cristo neste mundo e de ouvirmos a mensagem que ele a todos deixou para nossa reflexão.

Convém referir que esta mensagem foi devidamente preparada com a respetiva antecedência através de um conjunto de informações pedidas pelo vaticano que serviriam de inspiração para a mensagem que o santo padre João Paulo II nos deixou para a nossa reflexão e programa de vida como igreja que aqui vive nestas nossas ilhas.

Monsenhor Augusto Cabral, Vigário Geral da diocese, em 1991