130 anos ao serviço da solidariedade: Caixa Económica da Misericórdia de Angra celebra “legado inspirador”

“A Caixa tem sido um instrumento financeiro ao serviço da solidariedade”- cónego Hélder Miranda Alxandre

Foto: Celebração dos 30 anos da Caixa Económica da Misericórdia/Sé de Angra

A Caixa Económica da Misericórdia de Angra (CEMAH) assinalou este domingo, Dia do Bom Pastor, 130 anos de existência, numa celebração que destacou o papel “fundamental” desta instituição ao serviço da economia social.

“A Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo, filha da Santa Casa, tem sido um instrumento financeiro ao serviço da solidariedade e da economia social” afirmou o cónego Hélder Miranda Alexandre, reitor da Igreja da Misericórdia, na homilia que proferiu este domingo na missa da Sé, uma missa de ação de graças pelo aniversário da instituição.

Na comemoração da efeméride foi destacado o percurso de uma das instituições mais antigas dos Açores, profundamente ligada à solidariedade e ao apoio comunitário, recordando a sua fundação sob o impulso de Afonso de Castro, que criou este banco para apoiar a obra social na cidade, mantendo até hoje esses princípios.

Inspirado pela mensagem do Evangelho do Bom Pastor, o sacerdote traçou um paralelismo entre a missão cristã e o papel da instituição: “Somos convidados a ser pastores à maneira de Jesus –  próximos, generosos, capazes de partilhar e cuidar dos mais frágeis”. Sublinhou ainda que, tal como o pastor conhece e protege o seu rebanho, também a sociedade deve estar atenta às fragilidades humanas, respondendo com solidariedade.

Na sua intervenção, o cónego Hélder Miranda Alexandre alertou para os desafios atuais, lembrando que “vivemos numa região com muitas dificuldades”, onde diariamente surgem situações de pobreza e vulnerabilidade. Nesse contexto, reforçou que a Caixa Económica não deve ser vista apenas como uma entidade bancária, mas como uma instituição solidária, profundamente ligada à Santa Casa da Misericórdia de Angra.

“É sinal de que nunca devemos perder de vista que a economia, ainda que por vezes agressiva, não pode perder o horizonte da fraternidade”, afirmou, defendendo que o verdadeiro propósito da economia é servir as pessoas e promover o bem comum.

Ao longo de 130 anos, a CEMAH adaptou-se a contextos económicos, sociais e regulatórios exigentes, num percurso que reflete, segundo a instituição num comunicado aos órgãos de comunicação social, a capacidade de resposta aos desafios de diferentes épocas, o empenho dos seus colaboradores e parceiros, e a confiança de gerações de clientes. Esta efeméride reforça, de acordo com a CEMAH, o compromisso de continuar a servir os clientes “com qualidade, inovação e espírito de missão”, honrando o passado e construindo oportunidades para as próximas gerações.

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