Comunicação da arquidiocese e secretariado nacional promovem debate sobre a temática “Preservar Vozes e Rostos Humanos” no dia 23 de janeiro, sexta-feira
O Secretariado Nacional das Comunicações Sociais e a Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Évora promovem um debate sobre o tema da Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais no próximo dia 23, a partir das 11h00.
“Preservar Vozes e Rostos Humanos” é o tema da mensagem do Papa para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que habitualmente é divulgada no dia 24, sábado, dia de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas.
Na carta/convite enviada aos jornalistas e comunicadores, assim como aos diretores dos Secretariados Diocesanos da Comunicação Social, o Departamento de Comunicação da Arquidiocese de Évora assinala a apresentação da mensagem do Papa para o Dia Mundial das Comunicações Sociais feita “de forma descentralizada pelas Dioceses do país”
“No próximo dia 23 de janeiro de 2026, sexta-feira, a partir das 11h00, a Esperança Multimédia – Arquidiocese de Évora (Rua Vasco da Gama, 18 – Évora), acolhe uma sessão que vai debater o tema da mensagem para este Dia Mundial das Comunicações Sociais 2026: ‘Preservar Vozes e Rostos Humanos’”, indica o Departamento de Comunicação da Arquidiocese de Évora.
A sessão vai contar com intervenções do arcebispo de Évora, D. Francisco Senra, da diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, Isabel Figueiredo, e de Amílcar Matos, jornalista, correspondente da TVI/CNN.
“Depois todos são convidados a entrar no diálogo e reflexão sobre a importância das comunicações sociais numa região que já é considerada como um ‘deserto de notícias’”, acrescenta o comunicado.
O encontro, promovido pelo Departamento de Comunicação da Arquidiocese de Évora e pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, termina com um almoço, em Évora.
Entretanto, esta manhã, o Papa felicitou o jornal italiano ‘La Repubblica’ pelo seu 50.º aniversário, desafiando os profissionais da comunicação social a promoverem um jornalismo “livre e dialogante”, capaz de superar conflitos e construir a paz.
“Desejo que construam sempre uma comunicação livre e dialogante, animada pela busca da verdade e sem preconceitos”, escreveu Leão XIV, na mensagem enviada ao diretor da publicação, Mario Orfeo.
O pontífice recordou que o jornal, fundado a 14 de janeiro de 1976 por Eugenio Scalfari, tem em Roma, a Diocese do Papa, um “ponto de observação privilegiado” sobre os acontecimentos globais, tendo relatado com liberdade meio século de história de Itália, do mundo e da própria Igreja.
A mensagem, divulgada pelo vaticano, sublinhou que a liberdade de imprensa, respeitando a diversidade de opiniões e culturas, deve agir sempre com “transparência e correção”, oferecendo um espaço de confronto de ideias que contribua para o “bem comum e para a unidade do género humano”.
Para o Papa, o diálogo assume-se como o caminho privilegiado para a construção da paz, valorizando a relação de proximidade que o jornal cultivou com os seus leitores ao longo das últimas cinco décadas.
“Com liberdade, leste as páginas destes cinquenta anos. E contaste a história da Igreja”, pode ler-se na missiva, que elogia a capacidade de ler a realidade acolhendo opiniões diferentes.
(Com Eccclesia)
