Bancos Contra a Fome recolheram mais de “1930 toneladas de alimentos”, “um acréscimo de 2,5%”

Isabel Jonet lembra que muitas famílias “enfrentam dificuldades acrescidas no acesso à alimentação”, e podem “ser empurradas para uma situação de pobreza”

Foto: Banco Alimentar contra a fome

Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram “mais de 1930 toneladas de alimentos”, um “acréscimo de 2,5%” comparativamente com ano passado, na campanha realizada este sábado e domingo, dia 30 e 31 de maio, em Portugal.

“Estes resultados, expressão da sempre reiterada e genuína solidariedade manifestada pelos portugueses, são muito importantes num contexto marcado pela crescente instabilidade internacional, pelos conflitos armados em várias regiões do mundo, pelas perturbações nas cadeias de abastecimento e pelo aumento generalizado dos preços dos bens essenciais e da energia”, disse a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, em comunicado.

Isabel Jonet explica que os fatores de instabilidade, naturalmente, se traduzem numa conjuntura em que “muitas famílias enfrentam dificuldades acrescidas no acesso à alimentação”, e podem ser “empurradas” para uma situação de pobreza.

A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, que reúne 21 instituições, realizou a primeira campanha de recolha de alimentos de 2026, este sábado e domingo, dias 30 e 31 de maio; a próxima campanha anual, normalmente, decorre no último fim de semana de novembro.

Os Bancos Alimentares Contra a Fome recolheram “1.930 toneladas de alimentos”, um “acréscimo de 2,5%” comparativamente com maio de 2025, na campanha que mobilizou “cerca de 40 mil voluntários” e “mais de 2000 superfícies comerciais em todo o país”.

Os alimentos mais doados na campanha foram produtos não perecíveis, como leite, arroz, azeite, massas, açúcar, enlatados, e, a partir desta semana, os produtos recolhidos vão ser “entregues às 2400 Instituições de Solidariedade Social apoiadas pelos 21 Bancos Alimentares” em Portugal continental e ilhas.

Atualmente, contabiliza o Banco Alimentar, existem “cerca de 370.000 pessoas em situação de pobreza e com carências alimentares”, e são as 2400 instituições que levam os alimentos doados “à mesa de quem mais precisa”, através de cabazes ou de refeições confecionadas.

Esta iniciativa de recolha de alimentos de maio continua, e “todas as pessoas que pretendam doar alimentos” podem contribuir até domingo, dia 7 de junho, através da campanha ‘Ajuda Vale’, “nas caixas dos supermercados e dos postos de abastecimento da GALP”, ou no portal online www.alimentestaideia.pt.

Os sacos de papel utilizados para recolher os alimentos vão ser “reutilizados para uso na próxima Campanha ou encaminhados para a iniciativa ‘Papel por Alimentos’, com a consciência de que os recursos são escassos, e que é importante lutar pela sua preservação e sustentabilidade”.

Para além das duas campanhas de recolha de alimentos anuais em supermercados, os Bancos Alimentares Contra a Fome recebem, “diariamente, excedentes alimentares” doados pela indústria agroalimentar, pelos agricultores, pelas cadeias de distribuição, e pelos operadores dos mercados abastecedores, recuperando produtos alimentares que “teriam como destino provável a destruição”, excedentes recolhidos no “estrito respeito pelas normas de higiene e de segurança alimentar”.

Em 2025, os 21 Bancos Alimentares Contra a Fome operacionais distribuíram um total de 25.184 toneladas de alimentos – “equivalentes a um valor global estimado superior a 41,30 milhões de euros” -, “um movimento médio de 101 toneladas por dia útil”.

O primeiro Banco Alimentar Contra a Fome foi aberto em Portugal, em 1991; os 353 Bancos Alimentares operacionais em 25 países na Europa, distribuíram 834 mil toneladas de produtos a 12,2 milhões de pessoas, através de 43.345 associações, em 2024.

Bancos Alimentares de São Miguel e da Terceira com aumento do número de pedidos de cabazes superior a 10%

 

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