Diocese de Angra celebra Dia Nacional da Liberdade Religiosa com convite à reflexão sobre a dignidade humana e a fé livre

Comissão para o Ecumenismo e Diálogo Interreligioso propõe prece própria na oração dos fieis para o próximo domingo

Foto: Agência Ecclesia

A Diocese de Angra vai assinalar, pela primeira vez de forma institucional, o Dia Nacional da Liberdade Religiosa e do Diálogo Interreligioso, celebrado a 22 de junho, propondo às comunidades cristãs uma reflexão sobre a dignidade da pessoa humana e a liberdade do ato de fé, informa uma nota da Comissão o Ecumenismo e Diálogo Inter Religioso do Instituto Católico de Cultura.

Como o dia 22 de junho ocorre este ano numa segunda-feira, foi proposto que a comemoração seja assinalada nas celebrações do XII Domingo do Tempo Comum, a 21 de junho, através de uma intenção específica na Oração Universal. Nela, os fiéis serão convidados a rezar “pela liberdade religiosa e pelo diálogo inter-religioso, para que a dignidade de cada pessoa seja reconhecida, a consciência respeitada e o ato de fé vivido como resposta livre ao amor de Deus, em espírito de encontro, serviço e paz”.

A iniciativa pretende fazer desta data uma ocasião anual de oração, formação e sensibilização para a liberdade religiosa, o ecumenismo e o diálogo interreligioso, inserindo-se no caminho pastoral da Diocese rumo ao Jubileu dos 500 anos da sua criação, que será celebrado em 2034, refere a nota.

Este ano, a reflexão proposta tem como tema central “A dignidade da pessoa humana e a liberdade do ato de fé”, em sintonia com o programa pastoral diocesano “Cristão, que dizes de ti mesmo?”. A Comissão sublinha que a liberdade religiosa “é um direito humano fundamental, constitucionalmente protegido”, mas também uma realidade profundamente enraizada no Evangelho, uma vez que a fé cristã só pode nascer e

Num contexto social marcado por desafios culturais, religiosos e identitários, a nota da Comissão recorda que a liberdade religiosa “protege não apenas a liberdade de acreditar, mas também a liberdade de celebrar, ensinar, servir, comunicar, criar cultura e contribuir para o bem comum”.

A proposta pastoral encontra eco nas palavras do Papa Leão XIV, que tem destacado a importância da liberdade religiosa para a construção de sociedades verdadeiramente humanas e pacíficas. Numa audiência dedicada a esta temática, com a Fundação Ajuda à Igreja que sofre, o Santo Padre afirmou: “O direito à liberdade religiosa não é opcional, mas essencial”, acrescentando que este direito está enraizado na dignidade da pessoa humana e permite que indivíduos e comunidades procurem a verdade, a vivam livremente e a testemunhem publicamente.

A Comissão diocesana considera, ainda, que esta data constitui também uma oportunidade para reforçar a cultura do encontro e do respeito mútuo, valorizando a consciência, a responsabilidade pessoal e a convivência pacífica entre pessoas de diferentes tradições religiosas.

Ao assumir esta celebração no calendário pastoral diocesano, a Diocese de Angra pretende manter viva, ao longo de todo o ano, a atenção à liberdade religiosa, ao diálogo entre crentes, à dignidade humana e à construção da paz, apresentando estas dimensões como parte integrante da missão evangelizadora da Igreja.

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