
A Diocese de Angra vai destinar as coletas das Missas de todas as paróquias, dos dias 11 e 12 de julho, para o apoio das vítimas dos sismos na Venezuela do passado dia 24 de junho.
A Cáritas Diocesana dos Açores já enviou um primeiro apoio financeiro no valor de 2500 euros, e o que se apurar este fim-de-semana será remetido de novo para a Cáritas portuguesa que, através da Cáritas Internacional, fará chegar o dinheiro às instituições venezuelas empenhadas no apoio à vítimas da tragédia provocada pelos sismos.
“Vamos interpelar, ainda, todas as Cáritas de ilha para que também contribuam com ajuda financeira. Neste momento, é o mais importante”, disse a presidente da Cáritas Diocesana de Angra, salientando que o objetivo passa por “envolver as Cáritas de ilha num esforço conjunto de ajuda financeira”, em declarações ao Sítio Igreja Açores no passado dia 29 de junho.
Segundo Anabela Borba, os donativos monetários continuam a ser a forma mais eficaz de responder à emergência humanitária, e explica que “a Cáritas das Caraíbas está a enviar kits de emergência”, mas para Diocese de Angra, por exemplo, “é mais difícil fazer chegar bens, por isso, quem quiser ajudar deve fazê-lo através de ajuda financeira”.
Os sismos registados na Venezuela causaram mais de 1700 mortos e mais de 5 mil feridos, segundo o mais recente balanço oficial; segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Na Diocese de Angra, o Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em Ponta Delgada (ilha de São Miguel) também destinou as coletas das Eucaristias dominicais, de 28 de junho, para apoiar às vítimas dos terramotos no país sul-americano.
A Cáritas Portuguesa está a dinamizar uma campanha de solidariedade nacional para a população venezuelana, e os donativos podem ser realizados através da sua página na internet – www.caritas.pt – ou por transferência bancária (entidade: 22222; referência: 222 222 222).
Na Venezuela dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas, onde se concentra parte significativa da comunidade portuguesa e lusodescendente.