18Nota Pastoral “Comunidade Evangelizada em comunhão missionária” afirma confiança nos jovens como aposta para a mudança

O bispo de Angra desafia as comunidades cristãs açorianas a formarem-se para a missão evangelizadora da igreja, assumindo a responsabilidade ativa de intervir no mundo de hoje.

Na Nota Pastoral “Comunidade Evangelizada em comunhão missionária” a que o Sítio Igreja Açores teve acesso esta sexta-feira, e que foi enviada a todos os sacerdotes da diocese insular para assinalar a abertura do novo ano, no primeiro domingo de outubro, D. João Lavrador sublinha a importância de ter uma igreja centrada na sua principal missão que é a evangelização.

Para isso destaca a importância da formação, da participação e da corresponsabilidade entre todos os ministérios: sacerdotal e laical.

“Com os olhos postos no mundo de hoje, cuja cultura está em profunda mudança, urge a necessidade de uma formação cristã adequada aos tempos em que vivemos para edificar comunidades paroquiais promotoras de serviços e ministérios, fomentar a participação de todos os cristãos e despertar para a missão que é obrigação de todos os baptizados” afirma o prelado.

O responsável concretiza a forma como deve ser desenvolvido este desafio, apelando a um compromisso mais efetivo dos leigos e à criação de estruturas próprias. Para responder às necessidades de formação, cada ouvidoria deverá criar a sua própria escola formativa e, ao nível das paróquias, devem ser criadas estruturas onde os leigos sejam interpelados a participar.

“De modo a concretizar a participação e a corresponsabilidade de todos na vida e missão da Igreja, cada paróquia irá prestar maior atenção ao Conselho Económico Paroquial e ao Conselho Pastoral Paroquial. Promover ainda mais os que já estão em exercício, e em alguma paróquia onde ainda não existam, devem-se criar segundo as determinações da Igreja”, afirma D. João Lavrador na Nota Pastoral.

O prelado deixa uma palavra especial para os jovens, cuja participação deve ser privilegiada.

“Após o I Congresso diocesano de jovens que foi tão rico na sua experiência e nas suas conclusões e em sintonia com o sínodo dos Bispos sobre os jovens, teremos de privilegiar a participação dos jovens nas comunidades cristãs”, afirma na nota pastoral ressalvando que os jovens não devem ser destinatários mas também “verdadeiros agentes de pastoral” elencando a pastoral familiar, vocacional, universitária, a social e a presença da Igreja nas escolas como essenciais.

“Todas estas áreas da vida pastoral se interligam e se implicam num exercício pastoral articulado” adianta ainda.

“Na verdade a Igreja põe grandes esperanças na sua participação na missão evangelizadora junto dos jovens de hoje” esclarece.

“Estamos numa época que lança profundos desafios à Igreja mas é igualmente uma hora de muita esperança. A resposta pastoral só poderá vir de todos os batizados, cada um segundo a vocação que lhe é própria, conscientes de que aos leigos pertence, como peculiar, a evangelização do mundo”, conclui o prelado numa Nota Pastoral para 2018/2019, que convida ao aprofundamento da “consciência de que a Igreja é Povo de Deus chamado a viver a comunhão eclesial, a buscar a frescura e esperança na escuta do Evangelho, a assumir a correspondente participação e corresponsabilidade na vida e missão da Igreja”.