De hoje até segunda feira estará na ilha das Flores e depois parte para o Corvo. Na agenda tem encontros com as instituições e organismos da igreja mas também da sociedade civil

O bispo de Angra inicia hoje uma visita pastoral às duas ouvidorias do grupo ocidental, percorrendo primeiro as paróquias do concelho de Santa Cruz e, na próxima segunda feira, a ouvidoria do Corvo tendo previsto o regresso à ouvidoria das Flores, para completar a visita pastoral só depois do final das festas de verão, isto é, a partir da terceira semana de outubro.

“É com grande alegria e esperança que recebemos o Senhor Bispo” referiu ao Sítio Igreja Açores o ouvidor das Flores, Pe. Eurico Caetano.

Nesta primeira “volta” às Flores, D. João Lavrador terá um programa intenso que, no entanto, será circunscrito ao concelho de Santa Cruz. Hoje será recebido pelas autoridades locais e o primeiro ponto de parargem será nos Cedros e Ponta Ruiva onde irá celebrar com os membros do Conselho Pastoral da Ouvidoria uma eucaristia de ação de graças pelo padroeiro diocesano o Beato João Baptista Machado, missionário e mártire no Oriente.

Amanhã, o prelado passará o dia em Ponta Delgada, paróquia de origem do seu secretário pessoal, o pe. Jacob Vasconcelos, que é um dos dois sacerdotes mais jovens da diocese. Quinta e sexta feiras D. João Lavrador permanecerá em Santa Cruz e tem agendadas várias visitas e encontros. No sábado desloca-se à Paróquia da Caveira e depois participará num retiro de crianças que estão a preparar-se para a primeira comunhão conde falará sobre a importância da Eucaristia.

À tarde encontra-se com a Comissão de Assuntos Económicos de Santa Cruz e ao final do dia celebrará o Sacramento do Crisma aos jovens da ilha das Flores na igreja Matriz de Santa Cruz.

No domingo, o prelado preside na Aldeia da Cuada, um aldeamento turístico local, ao Império do Espírito Santo e ao final do dia será recebido na paróquia do Mosteiro no dia da Santissima Trindade que é padroeira desta paróquia, seguindo-se depois uma assembleia de ouvidoria.

Na segunda feira de manhã, antes de partir para o Corvo terá uma reunião de ouvidoria .

Nesta primeira visita-pastoral à ilha das Flores, o  bispo de Angra terá ainda encontros com autarcas, deputados e dirigentes associativos da sociedade civil florentina.

A ilha das Flores é composta por 11 paróquias e um curato e é administrada in solidum por três sacerdotes. Possui ainda um diácono permanente que ainda ontem foi agraciado pela Região com a Insígnia Autonómica de Reconhecimento.

Esta ouvidoria possui igualmente a paróquia mais pequena dos Açores, com apenas 22 paroquianos.

A ilha das Flores foi encontrada em 1452, por Diogo Teive, aquando do regresso da sua viagem à Terra Nova. No início do ano seguinte, a 20 de janeiro de 1453, Afonso V de Portugal fez a doação das ilhas de “Corvo Marini” ao seu tio, Afonso I, Duque de Bragança. Nesse documento de doação não é mencionada a ilha das Flores, uma vez que, à época, não tinha um nome. Entretanto era esta a ilha doada, uma vez que a do Corvo era, à época, considerada apenas um ilhéu anexo à primeira. As ilhas seriam posteriormente doadas ao Infante D. Henrique, Mestre da Ordem de Cristo, que, em seu testamento, as nomeia como ilha de São Tomás e ilha de Santa Iria. Com a morte deste passam para o Infante D. Fernando, Duque de Viseu.

A atual toponímia “Flores”, em uso desde em 1474 ou 1475, deve-se à abundância de flores de cor amarela, os “cubres” (“Solidago sempervirens”) que recobriam a costa da ilha, cujas sementes possivelmente foram trazidas por aves migratórias desde a península da Flórida, na América do Norte.

O primeiro capitão do donatário destas ilhas foi Diogo de Teive, passando a capitania a seu filho, João de Teive. Desde essa altura a ilha foi sendo povoada ao longo da costa.

Com uma área de 143 km3, a ilha tem pouco menos de 4 mil habitantes.