Reunião magna do clero açoriano realiza-se entre os dias 20 e 24 de abril, pela primeira vez em São Miguel

O Bispo de Angra quer que até ao final do mês de Março, ouvidorias e serviços diocesanos façam uma avaliação das respostas pastorais da Diocese de Angra à realidade açoriana.

Este é o mote da convocatória enviada esta quarta feira aos 35 membros do Conselho Presbiteral , de que se destacam os elementos do Colégio de Consultores, Ouvidores e responsáveis pelos Serviços Diocesanos, cuja 40ª assembleia se realiza entre os dias 20 e 24 de abril no Centro Pastoral Pio XII, em São Miguel, o que acontece pela primeira vez na história deste orgão de consulta do prelado diocesano.

Além da avaliação das Ouvidorias e dos Serviços Diocesanos sobre a realidade, D. António de Sousa Braga quer também colher impressões que o ajudem a elaborar o relatório diocesano para a “visita ad limina” dos Bispos Portugueses entre 7 e 12 de setembro.

“Ao desencadear o processo de análise da nossa realidade açoriana, não podemos deixar de ter em conta o relatório, que será enviado para Roma, em preparação da “visita ad limina” do Episcopado Português, tanto mais que esse relatório é elaborado a partir dos contributos de várias instâncias e serviços diocesanos” sublinha o Bispo de Angra na carta enviada aos membros do Conselho Presbiteral.

O prelado solicita mesmo uma resposta “concreta” às questões formuladas, quer por parte das ouvidorias quer dos serviços salientando que “ a realidade é tão movediça, que a sua análise precisa ser continuamente atualizada”.

“Temos de tomar consciência e explicar como estamos organizados e como agimos, para vermos em que medida estamos a dar respostas aos novos desafios pastorais. Como funcionam os nossos serviços pastorais, que animação conseguem incutir num território descontínuo como o nosso ou que protagonismos têm as ouvidorias na orientação e animação pastorais”, são algumas das questões levantadas pelo documento de trabalho agora enviado aos cosnelheiros.

D. António de Sousa Braga volta a lembrar que “já não vivemos num regime de cristandade” e que depois de uma longa época de mudanças “chegámos a estamos a viver uma autêntica mudança de época que exige um novo paradigma de ação e de organização”.

“Já não são os desafios de sempre que nos interpelam” prossegue o prelado mas “uma nova realidade que exige uma reformulação profunda da fé e da prática cristãs”. Por isso, adianta, ainda, é preciso saber “que respostas estamos a dar a esta nova realidade”.

O documento preparatório contém quatro questões concretas, cada uma com várias alíneas.

A primeira pergunta do documento pretende fazer uma avaliação geral da Diocese, questionando a “vitalidade espiritual e religiosa” ou a “formação dos fieis e o seu empenhamento pastoral”.

A segunda questão remete para uma avaliação do trabalho desenvolvido nos últimos cinco anos, nomeadamente no que respeita à execução dos planos pastorais ao nível da ouvidoria e a exequibilidade dos próprios planos dicoesanos.

“Perante um novo quadro no pensamento, família e cultura” da sociedade açoriana, o prelado quer saber que respostas “concretas” estão a ser dadas, como estão a ser concretizadas , que impacto têm e de que forma podem ser melhoradas, interpela a terceira questão.

Finalmente numa quarta questão pretende-se projetar o futuro questionando novas opções de pastoral e novos desafios diocesanos.

Da agenda desta reunião magna do clero dos Açores faz ainda parte a programação diocesana para 2016, o ano em que a diocese de Angra recebe a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima que percorrerá todas as ilhas do arquipélago, dentro do programa nacional para a celebração do centenário das aparições da Cova de Iria, sem esquecer, naturalmente, a Assembleia Oridnária do Sínodo dos Bispos sobre a Família “que certamente irá influenciar toda a programação pastoral durante o final do ano de 2015 e 2016”, destaca D. António de Sousa Braga.

O responsável pela Igreja Católica nos Açores lembra ainda o convite feito para este ano- “uma saída em chave missionária”- em que a Igreja dos Açores se propõe a ir ao encontro das suas periferias, procurando dar respostas mais “adequadas” aos tempos que vivemos.

“Nesta nossa caminhada de reflexão e revisão de vida teremos de ter sempre em conta as orientações da Exortação Apostólica do papa Francisco” até para “prosseguirmos a nossa missão evangelizadora”.

As respostas a todas estas questões devem ser remetidas ao secretariado permanente do Conselho Presbiteral até ao final do mês de março e daqui sairá um documento de trabalho que servirá de abse à reunião de abril.

Do Conselho Presbiteral fazem parte o Vigário Geral, o Vigário Episcopal da ilha de São Miguel, o Vigário Judicial, o Ecónomo diocesano, o Reitor do Seminário, Presbíetros Diretores dos Serviços Diocesanos de Pastoral, os ouvidores, um representante dos assistentes dos Mivimentos e Obras de Apostolado, um representante do Cabido/Colégio de Consultores e um representante dos religiosos presbíetros, além dos convidados eventuais do prelado.