Organismo da Igreja Católica publica nota para o Dia Internacional da Mulher

A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) considera que existe um “longo e difícil caminho” até se eliminarem todas as “formas de discriminação” que atingem as mulheres, numa mensagem para o Dia Internacional da Mulher de 2018.

“A igualdade, e o consequente combate a todas as formas de discriminação que a impedem, só pode ser conquistada pelo trabalho diário, próximo, consciente de cada realidade pessoal, combatendo a indiferença, devolvendo visibilidade de forma a que ninguém seja deixado para trás”, refere a nota, enviada hoje à Agência ECCLESIA.

No documento intitulado ‘O sentido da vida e o caminho dos povos’, a CNJP alerta para uma realidade que “evidencia persistentes assimetrias e desigualdades” como a “especial vulnerabilidade” de meninas e mulheres face à violência, incluindo a violência doméstica.

O organismo de leigos ligado à Conferência Episcopal Portuguesa denuncia “a remuneração desigual”, com as mulheres a receber “cerca de 17% menos que a dos homens”; as pensões são “cerca de 31% mais baixas”.

“A jornada diária de trabalho (remunerado e não-remunerado) penalizada em cerca de mais de uma hora que a do homem, o difícil acesso aos lugares de decisão nas empresas e na política”, são outros fatores de discriminação numa civilização que consagrou “a igualdade entre homens e mulheres como direito fundamental”.

No Dia Internacional da Mulher, que se assinala esta quinta-feira, 8 de março, a CNJP reconhece “as conquistas” que se fizeram na “correção das desvantagens estruturais” que gravemente “recaem sobre as mulheres e ferem a sua dignidade”.

“Os Direitos Humanos não são um mero ideal abstrato”, realça a comissão da Igreja Católica, explicando que “são um compromisso de toda uma civilização, de toda uma comunidade” para que a justiça e a paz sejam uma realidade na vida de cada pessoa.

Também a Liga Operária Católica/Movimento dos Trabalhadores Cristãos em Portugal se associou ao Dia da Mulher, na denúncia da exploração e da falta de dignidade e liberdade, com a divulgação do documento internacional ‘Mulher: anunciadora de dignidade e liberdade’.

(Com Ecclesia)